Redação –
A médica e empresária Olívia Paroschi Jafar continuará presa após a Justiça de Mato Grosso do Sul não analisar um pedido de revogação da prisão preventiva apresentado por sua defesa. Ela foi presa no último dia 7 de julho durante a Operação Gutenberg, que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos públicos da área da Educação.
Conforme decisão judicial, o pedido de liberdade não foi conhecido porque foi protocolado nos autos de uma medida cautelar, procedimento considerado inadequado pelo magistrado. Segundo o juiz de garantias responsável pelo caso, a solicitação deveria ter sido apresentada pela via processual apropriada, evitando prejuízos à tramitação e eventual tumulto processual.
Na decisão, o magistrado ressaltou que o entendimento segue o Provimento nº 240 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Além disso, foi autorizado o acesso de novos advogados aos autos do processo.
Operação Gutenberg
A Operação Gutenberg foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) no dia 7 de julho e teve como alvos a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar, a médica e empresária Olívia Paroschi Jafar e o empresário Felipe Paroschi Jafar.
Os três integram a família proprietária da Editora Alvorada, antiga Gráfica Alvorada, empresa que já havia sido investigada anteriormente em razão de contratos milionários para o fornecimento de livros ao poder público.
As investigações seguem em andamento para apurar a suposta participação dos investigados em irregularidades envolvendo compras públicas da área da Educação.:::




