Um caminhoneiro identificado apenas como Sérgio foi resgatado por uma equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA) após ser atacado por um enxame de abelhas na BR-163, nas proximidades de São Gabriel do Oeste. O caso aconteceu na segunda-feira (13), e, segundo os médicos, o atendimento rápido foi fundamental para evitar que a vítima sofresse um choque anafilático.
De acordo com a PMA, a equipe retornava de uma operação em Corumbá quando, nas proximidades do quilômetro 624 da rodovia, foi abordada por um homem identificado como Edson Dias de Moura, que fazia sinais desesperados às margens da pista.
Ele contou aos policiais que havia tentado socorrer um caminhoneiro que estava sendo atacado por um enxame de abelhas cerca de 100 metros à frente, mas também acabou sendo ferroado e não conseguiu chegar até a vítima.
Ao localizar o caminhoneiro, os policiais encontraram o homem praticamente sem reação e sem forças para se defender das abelhas, que continuavam o ataque. Mesmo sem equipamentos específicos para esse tipo de ocorrência, a equipe realizou o resgate e colocou a vítima na viatura, seguindo imediatamente para uma unidade hospitalar.
Durante o trajeto, Sérgio reclamava de fortes dores por todo o corpo, principalmente de uma intensa dor de cabeça provocada pelas inúmeras ferroadas.
Aos policiais, o caminhoneiro, natural de São Paulo, contou que havia parado o veículo para urinar às margens da rodovia. Ao descer um barranco próximo a uma árvore, foi surpreendido pelo enxame. Sem conseguir identificar de onde os insetos haviam surgido, ele tentou fugir correndo entre as pistas da BR-163 enquanto pedia ajuda, chegando a correr risco de ser atropelado. Segundo a vítima, ninguém conseguiu socorrê-lo devido à agressividade das abelhas.
Sérgio informou ainda que transportava uma carga de canos e seguia para realizar entregas nos municípios de Coxim, Sonora e, posteriormente, Mineiros (GO).
Conforme o atendimento médico, o caminhoneiro sofreu mais de 100 picadas de abelhas. O médico responsável destacou que o rápido resgate realizado pela Polícia Militar Ambiental foi decisivo para salvar a vida da vítima, que poderia ter morrido em decorrência de uma reação alérgica grave, com anafilaxia e choque anafilático.
O caso foi registrado e as circunstâncias da ocorrência serão apuradas pelas autoridades competentes.





