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Recarga na chuva dá choque? Cinco mitos sobre carros elétricos

Os carros elétricos já fazem parte da realidade do mercado brasileiro, mas ainda convivem com dúvidas e informações equivocadas.

Questões sobre segurança, durabilidade das baterias e uso em condições extremas continuam gerando receio entre consumidores que pensam em migrar para um veículo eletrificado.

No Brasil, cerca de 20 mil veículos elétricos têm sido vendidos por mês, com foco principalmente em modelos urbanos. Ainda assim, muitos têm dúvidas sobre como utilizá-las, recarregá-las, e há muitos mitos sobre as baterias.

Recarga na chuva dá choque? Cinco mitos sobre carros elétricos
Carro elétrico carregandoFreepik/Divulgação

Para esclarecer alguns dos principais questionamentos, o R7-Autos Carros reuniu cinco mitos comuns sobre carros elétricos para explicar o que realmente acontece na prática.

1. Recarga na chuva dá choque? Mito

Uma das dúvidas mais frequentes envolve o uso de carregadores durante dias chuvosos. Na prática, os sistemas de recarga dos carros elétricos foram desenvolvidos para operar em ambientes externos e possuem diversas camadas de proteção contra água e umidade.

Os conectores só liberam energia após a comunicação entre o veículo e o carregador, evitando que haja corrente elétrica exposta durante o processo. Além disso, tomadas, cabos e estações contam com certificações específicas para resistir à chuva.

Por isso, é possível recarregar um carro elétrico normalmente, mesmo durante uma tempestade, desde que os equipamentos estejam em boas condições e dentro das especificações do fabricante.

2. A bateria do carro elétrico vicia? Mito

A ideia de que a bateria “vicia” vem dos antigos aparelhos eletrônicos que utilizavam tecnologias como níquel-cádmio.

Os carros elétricos atuais utilizam baterias de íons de lítio, níquel-manganês-cobalto ou lítio-ferro-fosfato ou outros tipos de tecnologias mais modernas, que não sofrem desse problema.

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Veículo elétrico plagiado na tomadaFreepik/Divulgação

O que existe é uma degradação natural ao longo dos anos, semelhante ao que acontece com qualquer componente mecânico ou eletrônico.

Essa perda de capacidade ocorre de forma gradual e normalmente é pequena nos primeiros anos de uso. Por isso, não é necessário descarregar completamente a bateria antes de recarregá-la, nem esperar que ela chegue perto de zero para conectá-la ao carregador.

Estima-se que uma bateria de carro elétrico tenha durabilidade entre 10 e 12 anos para só então começar a perder carga gradativamente.

3. Carro elétrico pega fogo com mais facilidade? Mito

Incêndios em veículos elétricos costumam ganhar grande repercussão, mas estatísticas internacionais mostram que eles não são mais frequentes do que em veículos a combustão.

Recarga na chuva dá choque? Cinco mitos sobre carros elétricos
Baterias de carros elétricosEVSE/divulgação

Na verdade, automóveis movidos a gasolina, etanol ou diesel transportam líquidos altamente inflamáveis e também podem sofrer incêndios por falhas mecânicas, elétricas ou acidentes.

E, com o tempo, mangueiras ressecadas e outros danos no sistema mecânico expõem o veículo a maior risco de incêndio. As baterias dos carros elétricos contam com sistemas de monitoramento contínuo de temperatura, sensores de segurança e estruturas reforçadas para reduzir riscos.

Embora incêndios possam ocorrer em qualquer tipo de veículo, não há evidências de que os elétricos sejam mais propensos a esse problema.

4. A bateria dura pouco tempo? Mito

A bateria é o componente mais caro de um carro elétrico e, justamente por isso, foi projetada para ter longa vida útil. Atualmente, a maioria das fabricantes oferece garantias entre oito e dez anos, normalmente cobrindo a bateria contra defeitos e perda excessiva de capacidade.

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Baterias de carros elétricosEVSE/divulgação

Estudos realizados em mercados mais maduros, como Europa, Estados Unidos e China, mostram que muitas baterias conseguem ultrapassar 300 mil a 500 mil quilômetros, mantendo boa parte de sua capacidade original.

Em alguns casos, a degradação após uma década de uso fica abaixo de 20%. Recentemente, em uma viagem à China, constatamos veículos com 300, 400 e perto dos 500 mil quilômetros, ainda com 90% da capacidade da bateria preservada.

Isso significa que, para a maior parte dos proprietários, a bateria tende a durar mais do que o período em que permanecerão com o veículo.

5. Carro elétrico pode atravessar alagamentos? Depende

Os carros elétricos possuem baterias e componentes de alta tensão totalmente vedados, permitindo enfrentar situações de chuva intensa e trechos alagados dentro dos limites definidos pelo fabricante.

Entretanto, isso não significa que eles possam atravessar qualquer enchente. O mesmo vale para veículos a combustão. A profundidade máxima segura varia de acordo com cada modelo.

Em muitos casos, o limite é semelhante ou até superior ao de carros convencionais. O risco principal não está necessariamente na bateria, mas em danos a componentes eletrônicos, perda de tração ou até na força da correnteza.

Por isso, a recomendação continua sendo a mesma para qualquer veículo: evitar atravessar áreas alagadas quando não houver certeza sobre a profundidade da água. Em geral, recomenda-se que o carro ultrapasse no máximo 30 ou 40 cm de água.

A tecnologia evoluiu rapidamente nos últimos anos e boa parte dos receios que cercam os veículos elétricos está relacionada a conceitos que não refletem mais a realidade atual.

Recarga na chuva, durabilidade das baterias e segurança dos sistemas elétricos já foram amplamente considerados pelos fabricantes durante o desenvolvimento dos modelos.

Ainda existem limitações, principalmente relacionadas à infraestrutura de recarga e ao custo de aquisição, mas os principais mitos sobre segurança e durabilidade das baterias vêm sendo desmentidos à medida que a frota elétrica cresce no Brasil e no mundo.

(Informaçoes R7)

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