Com uma programação distribuída ao longo de quatro semanas e carga de mais de 160 horas de atividades formativas, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), administrado pela HU Brasil, promoveu um acolhimento inovador para os novos residentes médicos, multiprofissionais e uniprofissionais da instituição. A iniciativa que ocorreu no mês de março marcou o início das atividades dos programas de residência com uma proposta inovadora, baseada em ações transversais e na valorização do trabalho em equipe dentro do ambiente hospitalar.
Segundo o gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFGD, Thiago Pauluzi Justino, os programas de residência desempenham papel estratégico na formação de profissionais preparados para atuar nas demandas reais do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Os programas são fundamentais para formar profissionais de saúde com sólida vivência prática no SUS, capacidade técnica, responsabilidade ética e compreensão das demandas reais da população. No contexto do HU-UFGD, eles contribuem diretamente para fixar e qualificar especialistas na região, fortalecer a rede pública, estimular a integração ensino-serviço e consolidar o hospital como centro formador comprometido com inovação, segurança do paciente, cuidado integral e melhoria permanente da assistência”, afirma.
Thiago destaca ainda que a presença dos residentes beneficia diretamente a assistência prestada à população. “A atuação amplia a capacidade de cuidado do hospital, qualifica o acompanhamento dos pacientes e favorece uma assistência mais contínua, multiprofissional e baseada em evidências, sempre sob supervisão dos preceptores e equipes assistenciais. Para os pacientes, isso significa maior presença de profissionais em formação avançada, discussão clínica qualificada, cuidado mais humanizado e atenção às necessidades regionais”, completa.
Novos Residentes
Na residência médica, o HU-UFGD recebeu 33 residentes nas seguintes especialidades: Cirurgia Geral, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Intensiva, Pediatria, Radiologia e Diagnóstico por Imagem e Neonatologia
Na área multiprofissional, os programas de Saúde da Mulher e da Criança, Atenção à Saúde Indígena, Terapia Intensiva Adulto, Saúde Cardiovascular e Gestão da Saúde Indígena contam agora com 56 novos estudantes. Já a residência uniprofissional em Farmácia Clínica, Enfermagem Obstétrica e Enfermagem Neonatal contam com 13 novos profissionais.
Diferente dos modelos tradicionais de recepção, o acolhimento deste ano priorizou atividades interdisciplinares, rodas de conversa, oficinas e momentos de integração entre residentes de diferentes áreas da saúde. A programação abordou temas técnicos relacionados à cada profissão, humanização do atendimento, comunicação interpessoal, segurança do paciente, saúde mental e atuação colaborativa, fortalecendo a construção de vínculos entre os participantes e os diversos setores do hospital.
Segundo o chefe do Setor de Gestão do Ensino, Wesley Ferreira, a iniciativa teve como principal objetivo proporcionar uma experiência mais próxima da realidade profissional e institucional vivenciada pelos residentes durante sua formação. Além do fortalecimento técnico, as atividades buscaram incentivar competências relacionais e colaborativas consideradas essenciais para a qualificação da assistência prestada no âmbito do SUS. “Propomos um novo modelo, mais consistente com a necessidade dos residentes e com a colaboração dos diversos serviços hospitalares e foi um sucesso”, comemorou.
Ao longo das atividades, os residentes também puderam conhecer de forma mais ampla a estrutura do HU-UFGD, os fluxos institucionais e os serviços ofertados à população. A proposta buscou estimular uma visão integrada do cuidado em saúde, reforçando a importância da atuação multiprofissional e da construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no cotidiano hospitalar e assistencial.
Ana Mayza, ingressante no programa de Atenção à Saúde Indígena, comentou sobre a satisfação de iniciar uma nova etapa de estudos em um hospital universitário. “Por meio das palestras e rodas de conversa realizadas durante o mês de acolhimento, foi possível conhecer de forma esclarecedora o funcionamento dos setores do hospital, a atuação de cada profissão e como as diferentes ênfases desenvolvem suas atividades. O início da residência é animador, mas também gera ansiedade. Essa ação tornou o processo mais leve e nos ajudou a iniciar essa caminhada com mais confiança”, relata.
Para ela, um dos diferenciais da programação foi a metodologia adotada e os espaços de interação promovidos entre os participantes. “A forma didática como as atividades foram desenvolvidas chamou muita minha atenção. As interações e trocas de experiências entre palestrantes e residentes foram extremamente importantes. Também destaco a atividade promovida pelos residentes do segundo ano, que criou um espaço para compartilharmos nossas histórias de vida e trajetórias. Foi um momento de muita emoção para todos”, afirma.
Desde 2020, o ingresso nos programas de residência é realizado por meio do Exame Nacional de Residência (Enare), que é aplicado pela HU Brasil. Na última edição, o exame ofereceu 11.329 vagas para 138.974 profissionais inscritos de todo o país.




