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MS: militar é sequestrado por colega e abandonado após ser baleado na nuca

Redação –

Fuzileiro naval de 24 anos foi vítima de um sequestro seguido de tentativa de homicídio na noite desta quarta-feira (10), em Corumbá. O principal suspeito do crime é um colega de profissão, de 21 anos, que contou com a ajuda de outros dois comparsas.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima deixava o alojamento onde estava quando foi abordada pelo colega, que pediu uma carona para retornar para casa. Após entrarem no veículo, o suspeito teria tomado a chave do carro e sacado um revólver, rendendo o militar.

Sob ameaça, o fuzileiro foi obrigado a se sentar no banco traseiro do automóvel. Em seguida, outros dois homens entraram no veículo e o grupo seguiu para uma área isolada da cidade.

No local, conforme relato da vítima à polícia, o suspeito ordenou que ela saísse do carro e efetuou um disparo que atingiu sua nuca. Após o tiro, os autores fugiram, acreditando que o militar estivesse morto.

Mesmo ferido, o homem conseguiu caminhar até um estabelecimento comercial próximo, onde pediu ajuda. Equipes de resgate foram acionadas e o encaminharam para a Santa Casa de Corumbá. Exames médicos constataram que o projétil ficou alojado na região da nuca.

Consciente e orientada, a vítima relatou os fatos à Polícia Militar ainda no hospital. Com base nas informações repassadas, os policiais iniciaram diligências e localizaram os suspeitos.

A arma utilizada no crime foi encontrada dentro do veículo pertencente ao colega da vítima. Já os outros dois envolvidos, de 18 e 23 anos, foram detidos enquanto tentavam atravessar o carro roubado para a Bolívia. Aos policiais, eles teriam confessado que receberiam R$ 1 mil pelo serviço, valor que seria pago pelo suspeito de 21 anos.

Os três foram presos em flagrante e encaminhados à delegacia. Eles deverão responder pelos crimes de tentativa de homicídio, roubo qualificado, porte ilegal de arma de fogo e resistência à abordagem policial.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, que dará continuidade às investigações para esclarecer a motivação do crime.

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