Criminosos encontraram uma nova forma de lavar o dinheiro do tráfico no Rio Grande do Sul, os chamados “gados fantasmas”. Facções usavam fazendas de fachada para simular a compra e venda de animais que, na prática, nunca existiram. Nove suspeitos foram presos. Durante dez meses, áreas destinadas à criação de gado permaneceram vazias, mesmo com registros oficiais de compra e venda dos animais.
De acordo com a investigação, cerca de 30 pessoas participavam do esquema. Para criar uma aparência de legalidade, os suspeitos simulavam negociações através de duas propriedades arrendadas em Alegrete, município gaúcho que faz divisa com o Uruguai. Para despistar a polícia, a quadrilha fraudava a documentação fiscal.
Segundo a polícia, o dinheiro era distribuído em diferentes negócios para dificultar o rastreamento. O “gado fantasma” era apenas uma das formas de ocultar a origem dos recursos. Nove pessoas foram presas e 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A investigação do Ministério Público aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 100 milhões.
(Informações R7)




