Juca Vinhedo –
A FRASE:
“Acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. Eu acho que a população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta. E aí, tudo tem que ser muito bem explicado.”
(Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, sobre as ligações entre o seu pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.)
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Cidade mais segura
A Prefeitura de Dourados vem mostrando que gestão pública também se faz com prevenção. O trabalho de supressão de árvores condenadas, conduzido pelo Imam, já ultrapassou 70% da meta prevista e ajuda a reduzir riscos de acidentes em vias movimentadas da cidade. Em vez de esperar tragédias, a administração resolveu agir antes.
Planejamento ambiental
Ao contrário do velho hábito de apenas cortar árvores sem reposição, o Município adotou compensação ambiental séria: mais de mil mudas já foram plantadas em diferentes regiões de Dourados. Espécies adequadas ao ambiente urbano mostram que é possível unir segurança, urbanismo e responsabilidade ambiental no mesmo projeto.
Menos improviso
O Plano Diretor de Arborização Urbana começou a tirar a arborização do improviso histórico. Com equipe técnica, manejo preventivo, viveiro fortalecido e atendimento online, Dourados passa a tratar o tema de forma moderna e organizada. Pode parecer detalhe, mas cidade bem cuidada começa justamente nessas ações que muita gente só percebe quando faltam.
Sexta-feira decisiva
A Câmara de Dourados entra em contagem regressiva para um julgamento que promete mexer com a política local. A vereadora Isa Marcondes enfrenta, nesta sexta-feira, uma sessão que pode terminar em cassação de mandato por suposta quebra de decoro parlamentar. Nos bastidores, o clima é de tensão máxima, e de olho na matemática dos votos.
Combustível da discórdia
O centro da denúncia envolve R$ 33,8 mil gastos com combustível por meio da cota parlamentar. Segundo a acusação, parte dos deslocamentos não teria ligação formal com atividades do mandato, incluindo viagens para festas populares e até presença em evento musical em São Paulo. A defesa nega irregularidades e tenta convencer os vereadores de que houve exploração política do caso.
Mandato sob turbulência
Desde que assumiu como vereadora mais votada de Dourados, Isa Marcondes transformou polêmica em rotina política. Além da atual investigação, o mandato coleciona denúncias envolvendo atuação em unidades de saúde, acusações de exposição indevida de pessoas e embates frequentes nas redes sociais. Para aliados, ela combate privilégios; para adversários, ultrapassa limites institucionais.
Teste para a Câmara
Mais do que o futuro político de Isa Marcondes, o julgamento desta sexta-feira também coloca a própria Câmara em evidência. Dependendo do desfecho, o Legislativo poderá ser acusado tanto de corporativismo quanto de perseguição política. Em ano pré-eleitoral, ninguém quer sair dessa sessão carregando sozinho o peso da decisão.
Cuidado que gera renda
Enquanto muita gente só discursa sobre “cuidar dos idosos”, o deputado Geraldo Resende colocou dinheiro na mesa: R$ 200 mil para a UFGD formar cuidadoras de pessoas idosas em Dourados. Além da qualificação, as alunas ainda receberão auxílio mensal de R$ 300. Em tempos de desemprego e envelhecimento da população, é política pública que sai do papel e chega na vida real.
Mulheres primeiro
O curso viabilizado em parceria com a UFGD mira um público muitas vezes esquecido: mulheres em situação de vulnerabilidade social. São 80 vagas destinadas às moradoras dos bairros Santa Fé e Santa Felicidade. A proposta mistura formação profissional, inclusão social e geração de renda, algo raro num país em que muita autoridade gosta mais de slogan do que de solução.
Brasil envelheceu
O País está envelhecendo rápido e, goste-se ou não, faltam profissionais preparados para cuidar da população idosa. A iniciativa articulada por Geraldo Resende com universidades federais tenta antecipar um problema que o poder público costuma empurrar com a barriga. Desta vez, ao menos, alguém resolveu preparar gente para cuidar de quem já cuidou da vida inteira.
Dourados na rota
Com produção forte no agronegócio e agroindústria diversificada, Dourados desponta como uma das cidades sul-mato-grossenses mais preparadas para aproveitar a Rota Bioceânica. A avaliação do ex-secretário Jaime Verruck reforça algo que o setor produtivo já percebeu faz tempo: quem sair na frente na logística vai ganhar mercado e competitividade internacional.
China mais perto
A grande aposta da Rota Bioceânica é reduzir em até 17 dias o trajeto de exportações rumo à Ásia, especialmente à China, hoje principal compradora dos produtos sul-mato-grossenses. Menos tempo de viagem significa redução de custos, mais competitividade e produtos chegando mais rápido ao maior mercado consumidor do planeta. Não é exagero dizer que a estrada pode mudar a economia regional.
Do Pantanal ao Atacama
Além da carga pesada, a Rota Bioceânica também promete movimentar o turismo. A conexão entre Pantanal, Bonito e o Deserto do Atacama cria um corredor turístico raro no mundo, unindo paisagens completamente opostas numa mesma viagem. Se a logística sair do papel como planejado, Mato Grosso do Sul pode deixar de ser apenas passagem e virar destino internacional.
Plano B da direita?
A senadora Tereza Cristina começou a admitir, ainda que de forma cautelosa, a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2026. Ao defender unidade da direita contra Lula e o PT, ela incluiu o próprio nome entre os possíveis candidatos. Em política, quando alguém diz que “não está na roda”, geralmente é porque já entrou nela faz tempo.
Nome cresce
Com o desgaste recente envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, lideranças conservadoras passaram a olhar com mais atenção para Tereza Cristina. Discreta, técnica e com forte trânsito no agronegócio, a ex-ministra da Agricultura vem sendo tratada como alternativa capaz de dialogar além da bolha ideológica.
A rua falou
A pressão popular começou a produzir efeito em Brasília. Após a repercussão negativa da emenda que adiava em até dez anos o fim da escala 6×1, deputados passaram a retirar assinaturas do texto. A velha máxima da política continua atual: quando a “voz rouca das ruas” cresce demais, muito parlamentar descobre rapidamente que sempre esteve “do lado do povo”.
Recuando
Os deputados federais Beto Pereira, Luiz Ovando e Marcos Pollon resolveram desembarcar da emenda após a sinalização de que a proposta original deve ser aprovada. Em Brasília, muitas convicções ideológicas costumam durar até a primeira pesquisa de opinião ou até a reação mais barulhenta do eleitorado.
Sozinho no desgaste
Entre os parlamentares sul-mato-grossenses, apenas Rodolfo Nogueira manteve assinatura na emenda criticada por ampliar jornadas e retardar mudanças trabalhistas. A aposta é arriscada: mexer com escala de trabalho e descanso do trabalhador costuma gerar desgaste rápido. E político experiente sabe que há temas que explodem muito além das redes sociais.
Mais desgaste
O deputado federal Rodolfo Nogueira (“Gordinho do Bolsonaro”) escapou, por enquanto, de uma condenação por propaganda antecipada no TRE-MS, mas o caso ganhou novo capítulo ao ser encaminhado ao TSE. Em política, às vezes o problema não é perder a ação: é continuar aparecendo nela toda semana.
Vitória parcial
O juiz Carlos Alberto Garcete rejeitou o pedido do PT para retirada de vídeos postados pelo “Gordinho do Bolsonaro” e entendeu que não houve pedido explícito de votos, requisito central para caracterizar propaganda eleitoral antecipada. Ainda assim, o processo segue vivo em Brasília.
Campanha antecipada
A discussão em torno de Flávio Bolsonaro e Rodolfo Nogueira revela o clima antecipado da disputa de 2026. Oficialmente, ninguém está em campanha. Na prática, vídeos, agendas, discursos e aparições públicas já funcionam como aquecimento eleitoral permanente. A diferença é que agora tudo acaba virando processo.
Lista que embaralha
O ex-presidente Jair Bolsonaro promete divulgar uma lista nacional de candidatos preferenciais ao Senado e, em Mato Grosso do Sul, isso pode virar um terremoto político dentro da própria direita. O problema é que já tem gente demais se dizendo “o nome de Bolsonaro” ao mesmo tempo.
Pollon volta ao jogo
Mesmo após declarações recentes de Flávio Bolsonaro favoráveis a Reinaldo Azambuja, o deputado Marcos Pollon reaparece fortalecido nos bastidores. O motivo atende pelo nome de Michelle Bolsonaro, que segue influente nas decisões internas do PL e não esconde suas preferências políticas.
Pesquisa ou decisão de cima?
Oficialmente, o discurso é de que pesquisas definirão os candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul. Nos bastidores, porém, cresce a percepção de que a palavra final continuará vindo de Brasília. Em política partidária, consulta popular é importante, desde que não atrapalhe os acordos já costurados.
As “meninas” de Michelle
A fala recente de Michelle Bolsonaro em defesa de suas “meninas” na política foi interpretada como recado direto ao comando partidário. Entre aliados, a leitura é simples: ninguém quer comprar briga com a ex-primeira-dama neste momento. Em tempos de direita fragmentada, até uma frase em tom religioso pode soar como aviso político pesado.




