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Simted Dourados cobra prazo para famílias se adaptarem à nova cobrança da Cassems

Redação –

O Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Dourados divulgou nota pública nesta semana criticando a cobrança adicional de R$ 450 para cônjuges dependentes no plano de saúde da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul). A entidade sindical afirmou ser contrária a qualquer medida que penalize financeiramente os trabalhadores e cobrou uma implementação gradual da nova cobrança.

Na nota, o sindicato reconhece que o déficit financeiro da Cassems já era de conhecimento público e que havia discussões sobre alternativas para equilibrar as contas da instituição, incluindo a possibilidade de aumento no percentual de desconto dos servidores.

Segundo o Simted, os sindicatos ligados à Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) se posicionaram contra o aumento direto na contribuição dos servidores. Como alternativa, a diretoria da Cassems propôs a criação da cobrança específica para cônjuges dependentes.

O sindicato, porém, criticou a forma como a medida foi implantada, alegando que a decisão ocorreu sem diálogo prévio e de maneira imediata, dificultando a adaptação financeira das famílias afetadas.

“Como entendemos ser impossível às nossas famílias arcarem com um novo ônus, sem um prazo para organizarem as finanças domésticas, levamos essa cobrança ao Conselho de Presidentes da Fetems”, informou a entidade na nota.

A reunião ocorreu nesta semana, em Campo Grande, e terminou com o encaminhamento para que uma comissão formada por diretores da Fetems apresente ao Conselho de Administração da Cassems um pedido de implementação gradual da cobrança.

O objetivo, conforme o sindicato, é reduzir o impacto financeiro sobre os servidores e, ao mesmo tempo, contribuir para o equilíbrio financeiro da caixa de assistência.

Debate na Assembleia

O reajuste da cobrança para cônjuges também repercutiu na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Deputados estaduais questionaram o aumento do valor adicional, que passou de R$ 35 para R$ 450.

O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, defendeu a medida e afirmou que o reajuste é necessário para garantir a sustentabilidade financeira do plano de saúde.

Segundo Ayache, o déficit anual na carteira de cônjuges chega a quase R$ 190 milhões. De acordo com ele, a arrecadação nesse segmento é de aproximadamente R$ 60 milhões, enquanto os gastos com assistência médica chegam a R$ 250 milhões por ano.

O presidente da entidade também rebateu críticas sobre um suposto aumento de 1.200% na contribuição. Conforme explicou, a contribuição percentual do servidor não foi alterada, permanecendo em 6% para usuários individuais e 7% para casados, além da contribuição patronal. O reajuste incidiu apenas sobre a taxa fixa adicional do cônjuge.

Durante a sessão na Assembleia, deputados cobraram mais transparência sobre os números apresentados pela Cassems e solicitaram informações detalhadas sobre a origem do déficit e os critérios técnicos utilizados para definir o reajuste.

Em nota aos beneficiários, a Cassems informou que os custos da saúde vêm crescendo de forma acelerada nos últimos anos, impulsionados pelo aumento de internações complexas, tratamentos contínuos e medicamentos de alto custo. A entidade afirmou ainda que a medida é necessária para garantir a continuidade da assistência médica aos servidores públicos estaduais.

Veja a nota na íntegra do SIMTED:

Nós do movimento sindical somos sempre contra toda e qualquer cobrança que penalize trabalhadoras e trabalhadores. É de conhecimento público, já há algum tempo, o déficit do CASSEMS, e para resolver a questão estava colocado a possibilidade de aumentar nosso percentual de desconto.

Fomos veementemente contra, e a diretoria da CASSEMS fez a proposta de implantar uma cobrança dos cônjuges, o que entendemos como impacto menor. Porém, a fizeram sem nosso conhecimento, de maneira imediata.

Como entendemos ser impossível às nossas famílias arcarem com um novo ônus, sem um prazo para organizarem as finanças domésticas, ontem [terça-feira] (19), levamos essa cobrança, juntamente com todos os demais sindicatos que compõem a FETEMS, ao Conselho de presidentes, realizado na sede da federação em Campo Grande.

Saímos dessa reunião com o encaminhamento de que uma comissão, formada por diretores da FETEMS, faria o direcionamento de um documento ao Conselho de Administração do CASSEMS, para que delibere, em regime de urgência, uma implementação gradual da cobrança de 450 reais do cônjuge.

Desta forma, aguardamos esta definição para que se amenize o impacto na economia doméstica das famílias afetadas e, ao mesmo tempo, signifique um fôlego financeiro à CASSEMS, para que a gente mantenha nossa caixa de assistência dos servidores sem penalizar o conjunto dos beneficiários.

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