O mistério em torno do desaparecimento de Beatriz Winck completa mais de uma década sem solução desde que a aposentada sumiu em 2012 durante uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. Mesmo após buscas intensas, divulgação nacional e investigações policiais, o paradeiro de Beatriz permanece desconhecido, e a família segue mobilizada em busca de respostas.
O sumiço ocorreu quando o casal participava de uma excursão de idosos de Portão, no Rio Grande do Sul. Durante uma parada para compras no complexo religioso, Delmar Winck entrou em uma loja para pagar produtos e pediu que a esposa aguardasse do lado de fora. Ao retornar poucos minutos depois, percebeu que Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck não estava mais no local. Estima-se que cerca de 200 mil romeiros circulavam pelo santuário naquele dia, e a falta de câmeras na área exata dificultou a obtenção de imagens que pudessem ajudar nas investigações.
Desde então, o filho do casal, João Carlos Winck, alterou radicalmente sua rotina. “Tenho certeza de que ela está viva, com perda de memória em algum lugar, mas me preparo para tudo. Não posso descartar nada. Caso ela esteja morta, quero recolher e trazer para o jazigo da família. Ela tem que estar perto de nós”, afirmou, ressaltando que a esperança de encontrá-la, mesmo após tantos anos, continua intacta.
Delmar Winck, que tinha 95 anos, faleceu em novembro de 2025 sem nunca descobrir o que ocorreu com a esposa. O caso se tornou um dos mistérios mais conhecidos do país e mobilizou não só a família, mas também a opinião pública, que acompanhou cada nova informação em busca de pistas sobre o paradeiro de Beatriz.
O aposentado relatou ao jornal Diário Gaúcho o impacto devastador que o desaparecimento provocou em sua vida. “Fiquei com a minha vida estragada. Não sei que rumo tomar. Tenho filhos e netos, mas me falta um pedaço”, desabafou, admitindo que as celebrações e encontros familiares perderam o sentido sem a presença de quem sempre organizou as reuniões e manteve o elo familiar.
Durante 49 dias, Delmar permaneceu em Aparecida acompanhado pela família, enfrentando dificuldades e a impressão de descaso por parte de autoridades locais. “Havia pressão. Somos um incômodo. Tenho a impressão de que gostariam que já tivéssemos saído. Temos um fato negativo que talvez pensassem que iria prejudicar o Santuário ou a própria cidade”, contou, enquanto percorria hospitais, casas de repouso e outras instituições em municípios do interior paulista na tentativa de encontrar qualquer pista sobre Beatriz.
Até o momento, não houve avanço concreto nas investigações. A ausência de imagens, a falta de testemunhas confiáveis e o tempo decorrido tornaram o caso ainda mais complexo. A família de Beatriz Winck segue firme na busca por respostas para este mistério que, mais de dez anos depois, continua sem desfecho.




