Redação –
A Prefeitura de Campo Grande anunciou a exoneração dos servidores Edivaldo Aquino Pereira, Mehdi Talayeh e Fernando de Souza Oliveira, lotados na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), após a prisão dos três durante a Operação “Buraco Sem Fim”.
Os servidores são investigados por suposto envolvimento em um esquema de corrupção relacionado aos contratos de manutenção de vias públicas e serviços de tapa-buracos na Capital.
Em nota encaminhada à imprensa, a prefeitura informou que os servidores investigados estão sendo desligados das funções a partir desta terça-feira (12) para que possam apresentar suas defesas.
A administração municipal também afirmou que está à disposição do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para prestar esclarecimentos necessários sobre o caso.
Segundo o comunicado, outras medidas administrativas poderão ser adotadas para garantir que os serviços de manutenção urbana não sejam interrompidos ou prejudicados em razão da investigação.
A Operação “Buraco Sem Fim” foi deflagrada nesta terça-feira pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, os investigadores apreenderam ao menos R$ 429 mil em dinheiro vivo, sendo R$ 186 mil encontrados na residência de um servidor público e outros R$ 233 mil em outro endereço alvo da operação.
Conforme o MPMS, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa responsável por fraudar medições e pagamentos de serviços de tapa-buracos, causando desvios de recursos públicos e prejuízos à qualidade das obras executadas em Campo Grande.
Os levantamentos indicam ainda que a empresa investigada recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2025.
As investigações seguem em sigilo.



