Redação –
Além do ex-secretário municipal de Obras de Campo Grande, Rudi Fioresi, outras seis pessoas foram presas durante a Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada nesta terça-feira (12) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos de manutenção de vias públicas, conhecido como serviço de tapa-buracos.
Entre os presos estão Edivaldo Aquino Pereira, apontado como coordenador do serviço de tapa-buraco, e Mehdi Talayeh, coordenador da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). Também foi preso o servidor Fernando de Souza Oliveira.
No núcleo empresarial investigado aparecem Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa e Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, ligados à Rial Construtora. O nome do sétimo preso ainda não havia sido divulgado até a última atualização do caso.
A operação foi conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão.
Durante as diligências, os agentes apreenderam ao menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Segundo as investigações, R$ 186 mil foram encontrados na residência de um servidor público e outros R$ 233 mil em um segundo endereço alvo da operação.
Conforme o MPMS, a organização criminosa investigada teria fraudado medições e pagamentos relacionados aos serviços de tapa-buracos executados na Capital, causando desvios de recursos públicos e comprometendo a qualidade das obras realizadas.
As investigações apontam ainda que a empresa envolvida recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos firmados entre os anos de 2018 e 2025.
O caso segue sob sigilo e as apurações continuam.





