Victor Teixeira –
Seguindo tendência do Brasil e de grande parte do mundo, Mato Grosso do Sul, onde o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) contabilizava mais de 239 mil moradores acima dos 60 anos no Censo de 2010, seguramente já ultrapassou, em número de residentes nessa faixa etária, os quase 392 mil identificados pelo instituto na edição do levantamento feita 13 anos depois. O alcance desse público por iniciativas locais visando ajudá-lo a mitigar problemas com a saúde deve ser favorecido pelo poder público e a sociedade conforme as tendências de demanda.
Passadas décadas trabalhando em nome do próprio sustento e das famílias que constituíram e do desenvolvimento geral do Brasil, chega para cada vez mais gente o momento de usufruir, sem mais esses compromissos remunerados, de benesses resultantes de seu esforço e do exercido pelas gerações seguintes com as fases em que as técnicas e tecnologias para tal foram se transformando.
Informações do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) transparecem a predominância do sobrepeso entre as três classificações empregadas para medir o IMC (Índice de Massa Corpórea) dos grupos de idosos acompanhados em 2024 e 2025. Entre os 159.435 pacientes acima de 60 anos acompanhados no primeiro ano, o excesso de peso foi registrado em 55,75%, enquanto 33,33% estavam em nível eutrófico (adequado) e 10,92% apresentavam baixo peso. Na seguinte dúzia de meses, um número maior de pacientes monitorados – 202.103 – era composto por 56,33% de idosos acima do peso, enquanto os eutróficos diminuíram para 32,94% e a incidência de baixo peso caiu para 10,74%.
Dados do mesmo sistema sobre os hábitos alimentares entre os sul-matogrossenses de terceira idade dão pistas para a origem desse insatisfatório panorama parcial do estilo de vida dessa fração populacional que ameaça se repetir para os que estão para chegar nessa faixa de idade. Tanto entre os 41.726 pacientes acompanhados em 2024 como entre os 38.778 escrutinados no ano seguinte, o consumo de ultraprocessados ficou em 62%, apesar dos concomitantes registros de que, respectivamente, 88% e 86% faziam as três principais refeições do dia, 80% e 79% consumiam frutas e 85% e 84%, verduras e legumes.
A quantidade de atividades coletivas no âmbito da Atenção Primária à Saúde direcionadas a idosos e de público atendido no estado, segundo registros do SISAB (Sistema de Informação em Saúde da Atenção Básica), sinalizam uma expansão de procedimentos assistenciais que visam reduzir a vulnerabilidade da presente geração de idosos a fatores de risco a uma já naturalmente fragilizada saúde relacionadas a alimentação e outras práticas cotidianas. Em 2024, 2.564 atividades com orientações a respeito de alimentação saudável contaram com a participação de 48.058 idosos, enquanto no ano seguinte os respectivos números foram de 3.351 e 53.342. Em 2025, 7.849 iniciativas voltadas ao autocuidado de participantes com doenças crônicas englobaram um total de 122.321, um avsnço em relação às 5.693 atividades direcionadas a 89.663 idosos um ano antes. Em 2024, 266 pacientes estiveram em 4.647 atividades que auxiliavam o abandono de vícios, principalmente álcool e cigarro, e o número dessas dinâmicas em 2025 foi de 309, com 5.019 participantes. A respeito de saúde bucal, realizaram-se 575 atividades para 11.868 idosos, ao passo que 553 iniciativas tiveram a participação de 10.581 pessoas em 2025. Em dito ano, 1.321 atendimentos coletivos tinham por foco a saúde mental de 20.424 pacientes, enquanto o número de iniciativas elevou-se para 1.781 e o de atendidos, para 27.626 em 2025.
Os idosos que têm algum familiar por perto aue os auxilie na lida com esses desafios com o adicional acesso aue este posss ter a informações complementares acessíveis virtualmente terão mais facilidade em dar esses passos em prol de um final de vida mais gratificante, de modo que quedas no número de certas atividades em dados anos devam representar o êxito nas metas que as orientam. Por extensão, cabe a quem é jovem se expor a informações fiáveis sobre práticas saudáveis para o agora e o futuro e cobrar do Estado um rumo correto para suas políticas fixadoras e mantenedoras de normas para o bem-estar coletivo em todas as fases da vida.




