Astronautas poderão completar uma viagem de ida e volta a Marte em menos de um ano, o que representa a metade do tempo estipulado para missões atuais. A descoberta foi feita por um brasileiro, que chegou a esta conclusão por acaso.
O físico Marcelo de Oliveira Souza, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), estava estudando asteroides próximos da Terra, em 2015, quando notou o objeto 2001 CA21 que seguia uma trajetória rara, cruzando zonas orbitais da Terra e de Marte. Apurando as medições ao longo dos anos seguintes, percebeu que havia a possibilidade de rotas “ultracurtas” entre os dois planetas. “Foi uma surpresa para mim. Eu não estava à procura disso”, disse ao site especializado Live Science.
O físico, então, usou a geometria inspirada no asteroide para explorar possíveis viagens em 2027, 2029 e 2031, quando ocorrerão as próximas oposições, ou seja, quando a Terra e Marte estarão alinhados no mesmo lado do Sol e mais próximos um do outro em suas órbitas. Ao usar um método padrão para calcular trajetórias entre dois pontos no espaço e restringir essas trajetórias a cerca de 5 graus da inclinação orbital do asteroide, Souza descobriu que apenas o alinhamento de 2031 oferecia uma oportunidade viável para viagens rápidas usando tecnologia disponível a curto prazo.
Nesse período, uma missão de ida e volta da Terra a Marte poderia ser concluída em aproximadamente cinco meses, de acordo com o estudo.
Nos planos de missão atuais, chegar a Marte, que está localizado cerca de 50% mais distante do Sol do que a Terra, leva aproximadamente de sete a dez meses. Como a Terra e Marte se alinham para transferências eficientes em termos de combustível apenas a cada 26 meses, os astronautas precisam esperar por uma janela de retorno favorável, o que estende uma viagem completa de ida e volta para quase três anos.
(Informações R7)




