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Chikungunya avança e faz primeira vítima na área urbana de Dourados

Redação –

A Prefeitura de Dourados confirmou nesta quinta-feira (16) a primeira morte por febre chikungunya registrada na área urbana do município desde o início da epidemia. A vítima é um homem de 63 anos, morador do bairro Parque das Nações II, uma das regiões com maior incidência do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com as informações da Secretaria Municipal de Saúde, o paciente possuía comorbidades, apresentou os primeiros sintomas no dia 7 de abril e chegou a ser internado em um hospital particular. O óbito foi registrado na última segunda-feira (13), sendo confirmado após resultado laboratorial emitido pelo Lacen (Laboratório Central).

Com a confirmação, Dourados passa a contabilizar oito mortes por chikungunya. Até então, todos os óbitos haviam sido registrados entre a população indígena, incluindo duas idosas, de 60 e 69 anos; três homens, de 55, 73 e 77 anos; e dois bebês, de um e três meses.

Casos em investigação

A morte de um menino indígena de 12 anos segue sob investigação. Ele não apresentava comorbidades, teve início dos sintomas no dia 28 de fevereiro e faleceu em 3 de abril.

Já o caso suspeito de uma menina de 10 anos, moradora do Jardim Novo Horizonte, foi descartado para chikungunya após exames laboratoriais. A causa da morte ainda está sendo analisada pelas autoridades de saúde.

Alta incidência preocupa

A taxa de positividade da doença permanece elevada em Dourados, atingindo 67,5%. Isso significa que a maioria dos pacientes com sintomas tem diagnóstico confirmado para chikungunya.

Atualmente, o município registra 1.747 casos confirmados, além de 3.083 em investigação e 841 descartados. O número total de notificações de casos suspeitos chega a 5.671.

Na área urbana, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com maior número de atendimentos relacionados à doença são: Joquei Clube (635 atendimentos), Seleta (428), Parque do Lago II (230), Santo André (216), Maracanã (187) e Parque das Nações II (156).

Rede de saúde sob pressão

Segundo relatório das autoridades sanitárias, o município já enfrenta aumento significativo na demanda por atendimentos, com início de sobrecarga na rede pública de saúde.

O documento aponta crescimento no número de internações e pressão tanto sobre a Atenção Primária quanto nos serviços de urgência e emergência, além da maior ocupação de leitos hospitalares.

Nas últimas duas semanas, a maior parte dos casos agudos — com até 14 dias de sintomas — foi registrada entre a população não indígena. Já na Reserva Indígena de Dourados, foi observada redução nesses casos recentes.

Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que também atendem moradores de Itaporã, foram contabilizados 1.461 casos confirmados, 639 descartados e 532 ainda em investigação.

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