O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), da Rede HU Brasil, está apoiando a atuação de consultores técnicos em arboviroses do Ministério da Saúde na investigação de óbitos e na análise de casos graves de chikungunya em Dourados.
A iniciativa integra a resposta nacional à emergência em saúde pública e ocorre em um cenário de avanço da doença no município. O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) de Dourados confirmou, recentemente, a sétima morte por chikungunya no município, enquanto outros óbitos seguem em investigação.
Na Reserva Indígena de Dourados — área inicialmente mais impactada pela epidemia — já foram registrados mais de 2 mil casos prováveis da doença. Em todo o município, há milhares de notificações, com taxa de positividade de 68,6%, indicando ampla circulação viral.
De acordo com a médica infectologista da Unidade de Vigilância em Saúde do HU-UFGD, Dra. Andyane Freitas Tetila, o trabalho tem como foco aprofundar a compreensão dos casos mais complexos da doença. “Consultores técnicos em arboviroses do Ministério da Saúde estiveram aqui [na sexta-feira,10] para a compreensão dos casos de chikungunya com critérios de internação hospitalar, ou seja, considerados graves, assim como o estudo aprofundado dos casos que evoluíram a óbito em nossa cidade, além do auxílio à investigação dos óbitos ainda classificados como suspeitos”, explicou.
A especialista também destaca a continuidade da atuação no território. “A atuação dos consultores em arboviroses do Ministério da Saúde segue em conjunto com as esferas de gestão, através do COE Nacional, e deve perdurar enquanto estivermos em situação de emergência em saúde pela chikungunya”, afirmou.
O trabalho foi iniciado a partir da ativação do Centro de Operações de Emergências (COE) Nacional, diante da necessidade de compreender a complexidade dos casos graves registrados durante a epidemia em Dourados.
A ação reúne diversas instituições em articulação interinstitucional, entre elas o Ministério da Saúde, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Força Nacional do SUS (FN-SUS), Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-MS), Secretaria Municipal de Saúde de Dourados e o HU-UFGD/HU Brasil.
Parte das atividades foi realizada no HU-UFGD, considerando o papel estratégico do hospital no acesso às informações clínicas. “A reunião foi realizada no HU-UFGD devido à maior facilidade de acesso aos dados de prontuários dos casos de internação hospitalar e óbitos ocorridos aqui, trazendo uma discussão em conjunto entre os consultores técnicos do Ministério, Fiocruz e a equipe do hospital”, destacou a infectologista.
A participação do HU-UFGD reforça o papel da instituição como referência regional no apoio à vigilância em saúde e na qualificação das análises clínicas em situações de emergência sanitária.




