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MS: caso de menino que se afogou em lago em 2017 segue sem perícia, denuncia mãe

Redação –

A dona de casa Ana Paula Cardozo, de 42 anos, denuncia que o caso envolvendo a morte do filho, Hyago Ryan Cardoso Aguirre, de 9 anos, ainda não teve desfecho na Justiça, mesmo após nove anos do ocorrido, em Campo Grande.

Segundo a mãe, o processo enfrenta entraves desde outubro do ano passado devido à dificuldade na realização de uma perícia técnica no local do acidente. De acordo com ela, sucessivas recusas de profissionais têm impedido o andamento do caso. “Já estamos no quarto perito. Um não aceitou, outro pediu valores muito altos, e agora seguimos aguardando um novo profissional”, relatou.

A família possui o benefício da justiça gratuita e afirma não ter condições de arcar com os custos da perícia, o que tem gerado impasse quanto aos honorários e contribuído para a demora.

Ainda conforme A.P.C., o tempo decorrido tem prejudicado a produção de provas. Ela afirma que a dinâmica do acidente já não pode ser reconstituída com precisão, restando principalmente testemunhos e registros da época.

Diante disso, a defesa da família busca que as provas testemunhais sejam consideradas para dar continuidade ao processo. O receio é de que, mesmo que realizada, a perícia técnica não traga conclusões devido ao tempo transcorrido.

A ação judicial foi movida após a morte da criança, que se afogou em um lago localizado em uma área pública. Segundo a família, o local pertence ao município, mas é arrendado a uma concessionária responsável pelo abastecimento de água, que teria o dever de zelar pela segurança e manutenção da área.

A mãe sustenta que o espaço apresentava riscos e não possuía qualquer tipo de isolamento ou vigilância, além de ser de fácil acesso e frequentemente utilizado por crianças da região, o que, segundo ela, configura negligência.

O caso

O menino se afogou na tarde de 26 de dezembro de 2017, em um lago localizado ao lado de uma unidade da concessionária, no Conjunto José Maksoud, na região das Moreninhas.

De acordo com testemunhas, a criança brincava no local com outras duas quando acabou se afogando. Moradores da região prestaram socorro, e um deles conseguiu retirar o menino da água após várias tentativas de mergulho.

O garoto foi reanimado ainda no local e encaminhado à Santa Casa, em estado inconsciente, após permanecer submerso por cerca de 20 minutos.

O caso segue sem conclusão judicial e continua sendo acompanhado pela família, que cobra respostas das autoridades.

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