Berenice de Oliveira Machado Souza (*) –
O assédio moral está em todas as partes.
Recentemente conforme notícia midiática, aconteceu assédio moral com o jogador Pedro do flamengo.
Pasmem um assédio moral que deu repercussão em rede nacional, mas que ao que percebe ninguém se importa uma vergonha. O jogador é assediado e depois querem exigir um comportamento exemplar.
Me diz, como uma pessoa assediada vai render o trabalho? Não tem condições psicológicas para treinar e dar o seu melhor e o mais interessante, é que todos acham certo o que o trinador fez com esse profissional? Lamentável. A impressão que se tem é de que ninguém vê o jogador de futebol como um profissional trabalhador, e nesse compasso, ainda enfrentam não só o assédio moral mas também o assédio físico que ocorre semana após semana.
O assedio moral no futebol pode se dar de várias maneiras: Humilhações públicas, isolamento, exclusão, ameaças, intimidações, discriminação, pressão excessiva por resultados. Como bem sabemos esses danos do assedio moral pode causar ansiedade, baixa autoestima, depressão, isolamento social, autoconfiança, além do mais, problemas de sono e alimentação, dificuldades de concentração e desempenho.
Estudos mostram que o assédio moral no futebol brasileiro, tanto para jogadores profissionais quanto em categorias de base, é uma realidade que tem ganhado muita atenção nos últimos anos. Essa prática, que envolve condutas abusivas e reiteradas com o objetivo de humilhar, constranger ou degradar o ambiente esportivo, pode trazer consequências graves para a saúde mental dos atletas.
O futebol brasileiro precisa se transformar em um ambiente seguro e saudável para todos, onde o respeito, a dignidade e o bem-estar dos atletas sejam prioridades.
A Lei Geral do Esporte também inclui medidas para combater o abuso e a exploração sexual de atletas, especialmente em categorias de base.
A mídia tem um papel importante na conscientização sobre o assédio moral no futebol, denunciando casos e dando voz às vítimas.
A sociedade também precisa se engajar no combate a essa prática, cobrando responsabilidade dos clubes e apoiando os atletas que sofrem assédio.
Enfim, as consequências dos efeitos negativos do assedio moral também leva a lesões frequentes no corpo, como fortes dores e que causou, como no meu caso, graves lesões, porque o assédio moral deixa a pessoa suscetível a várias patologias.
No Brasil, o assédio moral é considerado crime e pode ser punido com detenção de 01 (um) a 02 (dois) anos e multa, além de indenização por danos morais à vítima.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o assédio moral é definido da seguinte forma: “toda conduta abusiva, a exemplo de gestos, palavras e atitudes que se repitam de forma sistemática, atingindo a dignidade ou integridade psíquica ou física de um trabalhador”.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as formas de assédio e discriminação no ambiente de trabalho são consideradas violações de direitos humanos e ameaçam tanto a igualdade de oportunidades de trabalho, quanto a saúde dos trabalhadores.
(*) Ex-secretária municipal de Saúde, Coordenadora do Programa Municipal deDst/Aids e Hepatites Virais de Dourados, Coordenadora do Fórum dos Trabalhadores em Saúde (2015 a 2018), Presidente do Conselho Municipal de Saúdede Dourados (2013 a início de janeiro de 2019), Servidora pública e graduada em Serviço Social