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‘Por Trás do Silêncio: A Luta Contra o Assédio Moral e a Busca por Saúde Mental’, por Berenice de Oliveira Machado Souza

Berenice de Oliveira Machado Souza (*) –

Quando pensamos em assédio moral, a dor muitas vezes se torna tão incômoda a ponto de nos fazer acreditar que somos os únicos a passar por essa experiência.

Estudos demonstram que é nesse momento que devemos procurar ajuda, essa sensação de isolamento e a confusão emocional podem ser avassaladoras. É aí que o apoio psicológico entra como um farol em meio à tempestade. Já parou para pensar em como a terapia pode mudar a forma como você se vê? A busca por um profissional pode ser um passo inicial e fundamental nessa jornada de recuperação. O tratamento psicológico, na sua essência, não é apenas sobre falar de problemas, é uma oportunidade de reestruturar a mente e as emoções, de encontrar um caminho que, embora às vezes pareça nebuloso, é repleto de possibilidades.

Existem diversas abordagens terapêuticas, cada uma como uma ferramenta específica, tais como: a) Terapias cognitivo-comportamentais podem ajudar a entender e reformular a maneira como percebemos nossas experiências; b) Terapia humanista, que foca na auto-descoberta e na aceitação, ou c) Terapia psicodinâmica, que nos ensina a olhar para o nosso passado e compreender como ele moldou nosso presente.

As vítimas de assédio moral e de outras agressões semelhantes, em verdade, ainda permanecem, muitas vezes, sem a devida proteção em face da violência psicológica crescente na pós-modernidade e em nossa atual sociedade da informação. Temos que pensar em como criar um futuro mais justo que requer uma visão de longo prazo. Quando um ato de coragem é seguido por outros, o resultado se torna um legado a ser seguido. Cada ação, seja ela uma conversa sincera ou uma carta formal, se transforma em um passo rumo a um ambiente onde o assédio moral não tem espaço. Nessa construção conjunta, onde cada voz é reconhecida e valorizada, conseguimos desenhar um novo panorama, em que a empatia e o respeito imperam. Assim, tecemos uma rede de proteção que possibilita que cada trabalhador se sinta seguro para agir e se manifestar, resguardando não só seus direitos, mas também a dignidade e o respeito que todo ser humano merece.

Pois fui vitima do assedio moral no trabalho público em varias dimensões e posso dizer com certeza pela experiência vivida, de que as vitimas se sentem aprisionadas e tem medo de tudo e de todos é sufocante que o espaço vai ficando apertado e isso leva a vitima a desespero a ponto de querer acabar com sua própria vida, pois sente que é o fim do túnel não vê mais esperança.

(*) Ex-secretária municipal de Saúde, Coordenadora do Programa Municipal deDst/Aids e Hepatites Virais de Dourados, Coordenadora do Fórum dos Trabalhadores em Saúde (2015 a 2018), Presidente do Conselho Municipal de Saúdede Dourados (2013 a início de janeiro de 2019), Servidora pública e graduada em Serviço Social

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