Como prevenir a anemia em crianças durante a pandemia do novo coronavírus

A pandemia de coronavírus afetou a rotina de todo o mundo e crianças, cheias de energia e acostumadas a uma rotina dinâmica, sofreram muito com adaptação. Além da privação social, o isolamento necessário para conter a disseminação da covid-19 pode piorar problemas como os de anemia em crianças.
A anemia é caracterizada pela redução do número de células vermelhas do organismo, as hemácias, que são responsáveis pelo transporte de oxigênio pelo sangue. O organismo afetado não consegue suprir plenamente suas demandas fisiológicas, conforme informações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
A chamada anemia por deficiência de ferro acontece quando este nutriente está em falta no organismo. A fadiga e a fraqueza características da anemia se devem, na maioria dos casos, a uma redução das reservas de ferro no sangue. Com frequência, os profissionais de saúde e de nutrição utilizam os suplementos de ferro para tratá-la.
Nas crianças, o ferro é essencial para o sistema nervoso central e o desenvolvimento cerebral, da memória e do aprendizado, assim como para o bom funcionamento do sistema imunológico, o crescimento e o desenvolvimento neuromotor. Principalmente na quarentena, é necessário ficar atento a alguns dos sinais que podem indicar anemia.
Segundo a SBP os sintomas de deficiência de ferro são “fadiga crônica e desânimo, cansaço mesmo após pequenos esforços, pele e mucosas pálidas (descoradas), tonturas e sensação de desmaio, dores de cabeça e dores nas pernas, geofagia (vontade incontrolável de comer terra), queda de cabelo e unhas fracas e quebradiças, falta de apetite, sonolência, dificuldade de concentração e aprendizagem”. Caso a criança apresente algum desses sintomas, um pediatra deverá ser consultado.
Prevenção
Uma das melhores formas de prevenir a anemia neste período é incentivar as crianças a manterem uma alimentação balanceada rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas, leite, carnes e ovos, caso elas já estejam em idade de consumir esses tipos de alimentos.
Uma boa forma de melhorar a absorção de ferro pelo organismo ao consumir leguminosas como o feijão, por exemplo, é oferecer para a criança alguma fonte de vitamina C, como uma laranja, manga ou fatia de abacaxi.
Num primeiro momento, algumas crianças podem ser resistentes a uma alimentação saudável, mas a dica é aproveitar este período com os pequenos em casa para levá-los à cozinha e incentivá-los a ajudar no preparo das refeições. É comprovado que quando os pequenos ajudam a preparar determinados alimentos, eles ficam mais curiosos e menos resistentes a provar determinada receita.
Já para os bebês, a SBP orienta que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida é suficiente para evitar a deficiência de ferro e “até os 2 anos de idade ou mais, com parte da dieta alimentar. O pediatra deve ser consultado para orientar a mãe lactante se deve tomar um suplemento com ferro ou não”, diz as recomendações médicas.



