Zeca e Delcídio fecham nome para o PT, mas mantém sigilo
Eleições 2010 – 22/07/2009
O ex-governador Zeca do PT e o senador Delcídio do Amaral se reuniram hoje e discutiram a indicação de um nome de consenso para a presidência regional do partido. Entretanto, ambos fazem mistério e prometem fazer o anúncio nos próximos dias.Em entrevista ao Campo Grande News, Zeca garantiu que Delcídio não quis antecipar sua escolha, pois “ainda vai consultar a pessoa”. Após fazer as pazes com o senador, Zeca pediu que Delcídio escolhesse um nome para controlar o PT pelos próximos dois anos, desde que essa pessoa cumpra alguns critérios.Entre eles, que defenda candidatura própria do partido para 2010 e que não tenha projetos políticos pessoais nas eleições do ano que vem.Alguns ex-prefeitos, líderes petistas do interior e presidentes sindicais estão sendo cotados para o cargo. Entre eles, o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, o ex-vice-prefeito de São Gabriel do Oeste, José Luis Leon, o ex-prefeito de Novo Mundo, Humberto Amaducci e de Nova Alvorada, Arley Barbosa.Segundo Zeca, o nome que Delcídio apresentar será acatado por seu grupo. Os dois conversaram por quase uma hora, no escritório do ex-governador.Eles combinaram uma agenda unificada e falaram também sobre eventuais alianças para as eleições de 2010.Conforme o ex-governador, tão importante quanto o nome de consenso é a unidade do PT, fundamental para garantir o desempenho do partido nas eleições de 2010. “É fundamental unificar o partido e estabelecer um clima positivo para que as lideranças do PT possam construir candidaturas e colocar em prática a nova política de alianças. O PT vive uma nova fase, muito mais maduro e consciente do seu papel, que inclui o dever de mostrar e dar visibilidade aos resultados que o Brasil alcançou com o governo Lula”, declarou.Alianças-Zeca e Delcídio se encontraram ontem, na festa de aniversário do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), onde o ex-governador também esbarrou com seu arquiinimigo político, André Puccinelli (PMDB).Zeca e Delcídio combinaram de discutir juntos todo o processo de negociação de alianças e admitiram a hipótese de a chapa, encabeçada pelo ex-governador, ser respaldada por dois candidatos ao Senado – Delcídio, que disputará a reeleição, e Dagoberto. A vaga de vice fica aberta para composição com outra legenda.Porém, fechar aliança com o PDT é um dos desafios de Zeca. Dagoberto e o presidente de Honra do partido, João Leite Schimidt, deixam clara sua preferência pelos petistas.O problema é o presidente regional da legenda, deputado estadual Ary Rigo, que prefere apoiar André Puccinelli em 2010, assim como seus colegas Antônio Braga e Coronel Ivan de Almeida.“Acho que tudo está acontecendo como tem que acontecer, e o PDT vai definir isso na hora certa”, resumiu Zeca.Durante a festa de Dagoberto, Zeca conversou com o deputado federal Antônio Carlos Biffi sobre a composição das chapas proporcionais. O ex-governador analisou que a boa articulação do partido pode levar Dourados a recuperar seu espaço na bancada. “O deputado Biffi sabe que o acordo alinhavado com o senador Delcídio nos permitirá compor uma chapa fortíssima, dando espaço de sobra para sua perspectiva de reeleição. Vamos reeleger os deputados do PT e ampliar, praticamente dobrando, a bancada federal que nos dará apoio no governo”, previu Zeca.Além do PDT, os petistas buscam o apoio de outros partidos, como PP, PSB, PMN e PCdoB. Até mesmo o PR, que praticamente já definiu seu apoio a Puccinelli, está na mira do partido.
Fonte: Campo Grande News



