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Zé Machado, 4º Plano, Raio X, E a imprensa? CEP Rural, Contar x Pollon e Pix na mira

Juca Vinhedo

A FRASE

Lula não teve dúvida: chamou a “Família Metralha” pelo nome, jogou no colo dos valentes o risco de um novo tarifaço — que nem seria tão amplo assim — e cravou nos brutos a pecha de traidores. (Reinaldo Azevedo, jornalista, em sua coluna no site “Metrópoles”).

Asfalto de verdade

Depois de mais de duas décadas de espera, os moradores do BNH 4º Plano finalmente viram sair do papel uma obra que parecia condenada às promessas eleitorais. A assinatura da ordem de serviço para a reconstrução de importantes vias do bairro representa mais do que recapeamento: simboliza o atendimento de uma reivindicação histórica da comunidade.

Parceria que funciona

Em tempos de disputas políticas permanentes, chama atenção quando uma obra importante nasce da soma de esforços entre diferentes esferas de poder. A reconstrução da malha viária do BNH 4º Plano é resultado da parceria entre a Prefeitura de Dourados e o deputado federal Rodolfo Nogueira, que garantiu os recursos necessários para viabilizar o investimento de quase R$ 3,5 milhões.

Resgate da infraestrutura

A recuperação das ruas do BNH 4º Plano reforça uma das principais marcas da atual gestão municipal: o enfrentamento de problemas estruturais que se arrastavam há anos. Com drenagem, recapeamento, calçadas e nova sinalização, a obra vai muito além de uma simples operação tapa-buracos. É um investimento que melhora a mobilidade, aumenta a segurança e contribui para valorizar uma das regiões mais tradicionais de Dourados.

Saúde sob observação

O avanço dos casos de chikungunya em Dourados levou o Ministério Público Estadual a abrir um procedimento administrativo para acompanhar a estrutura da atenção básica e do combate às endemias no município. O foco da investigação é verificar se existe déficit de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), além da situação dos aprovados no concurso público realizado em 2024 que ainda aguardam convocação.

Raio-X da cobertura

Embora a Secretaria Municipal de Saúde tenha informado que atualmente conta com 311 agentes comunitários e 102 agentes de combate às endemias, o Ministério Público entende que os números, por si só, não permitem avaliar a real capacidade de atendimento da rede. Entre as informações requisitadas estão a distribuição territorial das equipes, o número de famílias atendidas por cada profissional e a existência de cargos vagos.

Prazo para respostas

A Prefeitura de Dourados terá 20 dias úteis para apresentar esclarecimentos ao Ministério Público. Além do quadro atual de servidores, o órgão quer conhecer os estudos técnicos sobre a reorganização da força de trabalho e eventuais cronogramas de convocação dos concursados. Dependendo das conclusões do procedimento, o MP poderá adotar medidas administrativas ou judiciais para garantir o fortalecimento das ações de prevenção e combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Processo encerrado

Terminou sem maiores consequências o processo político que investigava a vereadora Isa Marcondes por suposto uso irregular de recursos da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar. Por unanimidade, os vereadores acompanharam o parecer da Comissão Processante e decidiram arquivar a denúncia. O placar de 20 votos favoráveis ao relatório mostrou que, dentro da Câmara, não havia ambiente político para o prosseguimento do caso.

Vitória com reflexos

Mais do que uma simples absolvição, o resultado representa uma vitória política para Isa Marcondes. A vereadora sai do episódio sem qualquer punição e com discurso reforçado junto ao seu eleitorado, sustentando que foi alvo de uma denúncia sem provas suficientes. Em ano de pré-campanha, sobreviver a uma investigação costuma ser tão importante quanto vencer uma eleição interna.

Bastidores continuam

Embora o processo tenha sido arquivado, o episódio dificilmente será esquecido nos bastidores da política douradense. A investigação mobilizou a Câmara durante meses, produziu um extenso relatório e gerou debates sobre a utilização das verbas parlamentares. Encerrado o caso jurídico-político, permanece a disputa narrativa: para uns, prevaleceu a falta de provas; para outros, o episódio revelou o nível de tensão que já marca o cenário eleitoral de 2026 em Dourados.

E a imprensa?

Durante a sessão que absolveu a vereadora Isa Marcondes, alguns parlamentares aproveitaram a tribuna para criticar a imprensa pelo fato de veículos de comunicação terem noticiado a possibilidade de cassação da vereadora. Mas surgiu uma dúvida inevitável: quem instalou a Comissão Processante? Até onde se sabe, não foram jornalistas. Em fevereiro, a denúncia foi aceita pela própria Câmara, por 17 votos favoráveis e apenas dois contrários. A imprensa apenas noticiou um fato político criado pelos próprios vereadores.

Memória curta

A política tem dessas coisas. Alguns dos mesmos parlamentares que votaram pela admissibilidade da denúncia agora aparecem como defensores da tese de que tudo não passou de exagero ou perseguição. Ora, se a denúncia era tão inconsistente assim, por que recebeu apoio tão expressivo na votação que autorizou a abertura da investigação? Pergunta simples. Resposta nem tanto.

O mensageiro

Existe uma velha prática na política brasileira: quando a notícia agrada, o mérito é do político; quando desagrada, a culpa é do jornalista. No caso envolvendo Isa Marcondes, alguns vereadores parecem ter confundido quem produziu o fato e quem o divulgou. A Comissão Processante foi criada por decisão do Legislativo. Os veículos de comunicação apenas acompanharam um processo que era público e de evidente interesse da população.

Bordão adaptado

Nos últimos anos, os brasileiros se acostumaram a ouvir o famoso “E o Lula?” sempre que alguém aponta algum problema envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em Dourados, parece ter surgido uma versão local do bordão: “E a imprensa?”. Em vez de explicar por que aprovaram a abertura da investigação ou reconhecer eventuais equívocos políticos, alguns preferiram procurar um culpado externo. O problema é que as atas da Câmara costumam ter memória melhor que os discursos de ocasião.

Deixa saudades

As centenas de pessoas que passaram pelo velório do corretor de imóveis e correspondente cartorário José Machado Sobrinho, o querido Zé Machado, deram a exata dimensão do respeito e do carinho que ele construiu ao longo da vida. Familiares, amigos, produtores rurais, empresários, educadores, lideranças políticas e representantes de diversos segmentos da sociedade douradense prestaram as últimas homenagens a um homem que soube cultivar amizades e deixar boas lembranças por onde passou.

Fica na história

Filho de uma tradicional família que ajudou a escrever importantes capítulos da história de Dourados, Zé Machado deixa um legado de trabalho, simplicidade e cordialidade. O grande número de pessoas que compareceu ao velório e ao sepultamento demonstrou que sua trajetória ultrapassou os limites da atividade profissional e conquistou espaço permanente na memória afetiva da cidade. Em tempos de relações cada vez mais superficiais, a despedida emocionada mostrou que ele soube construir algo raro e valioso: o respeito de toda uma comunidade.

Escola do futuro

Mato Grosso do Sul acaba de entrar de vez na era da inteligência artificial na educação. A parceria anunciada entre o Governo do Estado e o Google vai levar ferramentas como o Gemini e o Google Workspace para cerca de 190 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino, além de promover a capacitação de aproximadamente 5 mil professores. A aposta é preparar alunos e educadores para uma realidade tecnológica que já está presente dentro e fora das salas de aula.

Endereço para o campo

Uma iniciativa que pode parecer simples, mas tem potencial para transformar a vida de milhares de famílias rurais. O chamado CEP Rural pretende criar endereços digitais padronizados para propriedades rurais de Mato Grosso do Sul, facilitando entregas, localização por aplicativos de navegação, atendimento de emergências e acesso a serviços públicos. A meta é contemplar ainda este ano mais de 24 mil propriedades que já possuem sede georreferenciada.

Tecnologia como negócio

O Governo do Estado também aproveitou o evento para reforçar sua estratégia de atração de investimentos ligados à economia digital. Entre os projetos apresentados está a instalação de uma operação de mineração de Bitcoin em Ivinhema, utilizando energia renovável produzida a partir da biomassa da cana-de-açúcar. A iniciativa reúne inovação tecnológica, sustentabilidade e geração de novos investimentos, setores cada vez mais disputados entre os estados brasileiros.

Memórias do cárcere

Mesmo cumprindo pena, o ex-presidente Jair Bolsonaro continua exercendo influência sobre decisões estratégicas do PL. Segundo revelado pelo próprio ex-governador Reinaldo Azambuja, os resultados das pesquisas para definir a segunda vaga ao Senado serão encaminhados para avaliação de lideranças nacionais e também para discussão com Bolsonaro.

Pesquisa decide

A disputa pela segunda vaga ao Senado na chapa do PL entrou na fase científica. Para evitar desgastes internos, o partido contratou dois institutos de pesquisa: Quaest e Paraná Pesquisas, que vão medir o desempenho dos pré-candidatos antes da decisão final. A expectativa é que os números sirvam como critério objetivo para encerrar a disputa e evitar que a escolha seja atribuída apenas à vontade das lideranças partidárias.

Guerra bolsonarista

Nos bastidores, a disputa tem sido acompanhada com atenção porque envolve dois nomes que disputam o mesmo eleitorado. De um lado, o ex-deputado estadual Capitão Contar. Do outro, o deputado federal Marcos Pollon. Ambos buscam a bênção do eleitorado bolsonarista e sabem que a definição da segunda vaga poderá influenciar diretamente a correlação de forças dentro da direita sul-mato-grossense para as eleições de 2026.

Pesquisa ou aclamação?

O anúncio de que o PL definirá a segunda vaga ao Senado por meio de pesquisas não coloca um ponto final na disputa interna. A manifestação pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reafirmando que Marcos Pollon continua sendo “o candidato de Bolsonaro” reacende as dúvidas. Afinal, a vaga será decidida pelos números dos institutos ou pelo peso político da família Bolsonaro?

Direita dividida

Se havia quem apostasse numa pacificação do campo bolsonarista em Mato Grosso do Sul, os últimos acontecimentos apontam na direção oposta. De um lado, Pollon exibe o apoio explícito de Michelle e a carta deixada por Bolsonaro. De outro, o ex-governador Reinaldo Azambuja conta com o respaldo do senador Flávio Bolsonaro e da direção nacional do partido.

Sinal de Brasília

Nos bastidores, a movimentação de Michelle está sendo interpretada como um recado claro de que ela pretende participar ativamente das decisões eleitorais do partido nos estados. O histórico recente reforça essa percepção. Em diferentes unidades da federação, a ex-primeira-dama tem demonstrado capacidade de influenciar escolhas e alterar acordos políticos previamente estabelecidos.

Pix na mira

A tentativa de incluir o Pix nas discussões comerciais entre Brasil e Estados Unidos provocou reação imediata do vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo ele, o sistema de pagamentos instantâneos se transformou em patrimônio nacional e não faz sentido ser tratado como obstáculo comercial. O argumento é simples: o Pix não prejudica empresas estrangeiras e trouxe benefícios para consumidores, comerciantes e instituições financeiras brasileiras.

Falsos patriotas

Uma das declarações mais duras de Alckmin foi dirigida a setores internos que, segundo ele, estariam atuando contra os interesses do próprio país durante as negociações com os Estados Unidos. Sem citar nomes, o vice-presidente falou em “falsos patriotas” e “sabotadores” que colocariam interesses eleitorais acima dos interesses nacionais. A fala promete repercutir nos meios políticos, especialmente em um ambiente já marcado pela polarização.

Guerra das tarifas

O governo brasileiro considera injustificada a proposta americana de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos nacionais. Para Alckmin, os números mostram justamente o contrário do que argumentam as autoridades norte-americanas: a balança comercial favorece amplamente os Estados Unidos. O vice-presidente também lembrou que vários produtos americanos entram no Brasil com tarifas reduzidas ou zeradas, enquanto setores brasileiros enfrentam barreiras importantes para acessar o mercado americano.

Diplomacia em campo

Enquanto o discurso sobe de tom, a estratégia oficial continua sendo a negociação. O governo brasileiro pretende intensificar as conversas com autoridades americanas até o prazo final previsto para a decisão. Ministros das áreas econômica e diplomática aproveitarão encontros internacionais nos próximos dias para tentar avançar no diálogo. Nos bastidores, a avaliação é que ainda existe espaço para evitar uma escalada comercial entre os dois países.

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