Vereadores de Dourados debatem a crise na saúde
Cidade – 25/11/2009
A crise na saúde pública de Dourados, com problemas que vão desde a falta de medicamentos e médicos especialistas, até a escassez de materiais de trabalho como luvas descartáveis, ataduras e produtos de higiene, fez com que os vereadores de Dourados convidassem o secretário municipal de Saúde, Mário Eduardo Rocha, para que ocupasse a tribuna da Câmara Municipal para explicar os problemas de gestão da pasta.
Na sessão da última segunda-feira, o secretário respondeu questionamentos dos vereadores e esclareceu dúvidas com relação ao ofício encaminhado pelo CRM (Conselho Regional de Medicina) de Mato Grosso do Sul, que cobra algumas questões administrativas dos Hospitais da Vida e da Mulher, como a nomeação de diretores clínicos, por exemplo.
O secretario afirmou que o documento recebido do CRM/MS exige a eleição dos diretores dos dois hospitais públicos de Dourados no prazo de 30 dias e que, caso não seja respeitado o prazo, as unidades poderão receber uma intervenção ética. Contudo, Eduardo Rocha entende que não há necessidade da eleição, visto que já existe um diretor clínico que executa a mesma função nas unidades. “Hoje o diretor clínico do Hospital Evangélico (HE), Delani Borges, responde tanto pelo Hospital da Vida como da Mulher, sendo desnecessário que se faça uma eleição, como pede o ofício do CRM/MS”, explicou o secretário.
Para o secretário, a gestão do HE é legal. “A Câmara de Vereadores autorizou o gerenciamento da Saúde de Dourados pelo Hospital Evangélico com o propósito de melhorar o atendimento a população e isto já tem acontecido”, ressalta. O secretário de Saúde disse ainda que já conversou com o Ministério Público Estadual (MPE) para discutir o assunto e confirmou a sua presença na reunião agendada para o dia 3 de dezembro na Câmara Municipal de Dourados.
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Zezinho da Farmácia (PSDB), explica que a forma como são atendidos os pacientes nos hospitais da Vida e da Mulher deve ser semelhante ao atendimento prestado no Hospital Evangélico, já que a diretoria é a mesma. “Hoje, o que temos visto no tratamento médico dos hospitais públicos é bem diferenciado ao realizado no HE”, reclamou Zezinho.
Já o presidente da Câmara Municipal, Sidlei Alves (DEM), agradeceu a presença do secretário de Saúde, Eduardo Rocha, e enfatizou o papel da Câmara Municipal como um órgão fiscalizador e voltado aos interesses da comunidade. “Os vereadores devem sempre estar atentos as dificuldades que surgem no município, não só na Saúde, mas em todas as áreas”, disse Sidlei.
Fonte: Dourados News



