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Vereadora pede construção de centro de tratamento à dependentes

Délia Razuk – 28/11/2009

  A vereadora Délia Razuk (PMDB), solicitou nesta semana na sessão da Câmara Municipal, que o Deputado Estadual Jerson Domingos juntamente com o Deputado Federal Marçal Filho, ambos do PMDB, para que seja incluso na previsão orçamentária de 2010, a construção de um Centro de Atenção Especializado em Tratamento de Dependentes de álcool e substâncias químicas.
Segundo ela os índices de dependentes têm aumentado significativamente em todo o país, mas com o objetivo de barrar essa demanda ela indicou a construção desse centro de tratamento para Dourados. “As ações para a prevenção e tratamento de dependentes químicos tem variado muito ao longo dos tempos, e hoje são realizados estudos com o objetivo de se avaliar a dimensão do seguimento populacional atingido, por isso esse centro de tratamento fará a diferença na cidade” afirmou a vereadora 
A vereadora ressaltou ainda que muitas famílias acabam destruídas quando um integrante se envolve tanto com a bebida como as drogas e um dos propósitos desse centro é que haja novamente a união familiar, e que isso contribua para o tratamento desta pessoa. “Hoje se o poder público não dá o respaldo necessário para o tratamento dessa pessoa, a família sofre em grande escala para ajudá-lo, por isso queremos que seja uma integração entre poder público, entidades sociais e a família” disse a parlamentar.
Atualmente, cerca de 5% dos brasileiros são dependentes químicos de alguma droga. Os adolescentes estão entre os principais usuários. Calcula-se que 13% dos jovens brasileiros entre 16 e 18 anos consomem maconha. Em 2001, cresceu consideravelmente o uso de crack e das drogas sintéticas, como o ecstasy. Os consumidores de cocaína são os que mais procuram tratamento para se livrar da dependência.
A vereadora afirmou que a adolescência é um momento especial na vida do indivíduo, onde normalmente eles não aceitam orientações, “essa fase dos adolescentes é a hora que eles querem mostrar a possibilidade de serem adultos, de terem poder e controle sobre si mesmo. É um momento de diferenciação em que naturalmente esse jovem se afasta da família e adere ao seu grupo de iguais e se acaso esse grupo estiver inserido ao uso das drogas, ele também usará, por isso temos que ter essa parceria entre a família e o poder público” concluiu Délia Razuk.
Álcool
Estudos sobre o consumo de álcool e outras drogas entre os jovens no mundo e no Brasil mostram que é na passagem da infância para a adolescência que se inicia esse uso. Nos Estados Unidos, estima-se que cerca de três milhões de crianças e adolescentes fumem tabaco. O álcool é usado pelo menos uma vez por mês por mais de 50% dos estudantes das últimas séries do que corresponde ao nosso ensino médio, sendo que 31% chega a se embriagar mensalmente.
No Brasil, o panorama mudou completamente nas últimas décadas. Na década de 80, os estudos não encontraram taxas de consumo alarmantes entre estudantes. Já  levantamentos realizados a partir de 1997 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre as Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (CEBRID) apontaram que e a tendência ao aumento do consumo dos inalantes, da maconha, da cocaína e de crack se destacavam. No entanto, pesquisas realizadas mais recentemente aprontam que o álcool e o tabaco continuam de longe a ocupar o primeiro lugar e atualmente há outras consequências que envolvem esse consumo, como por exemplo, os acidentes no trânsito e a violência.

Fonte: Folha de Dourados

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