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Venda maior de notebooks eleva Brasil no ranking de computadores

Tecnologia – 01/09/2007

Demanda em alta por notebooks ajudou o Brasil a saltar da sétima para a quarta posição do ranking mundial de vendas de computadores, apurado pela empresa internacional de pesquisa IDC, no segundo trimestre.
Incentivado pela redução de juros nos financiamentos e aumento de prazos de pagamento, o volume de vendas de computadores cresceu cerca de 20 por cento no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 2,1 milhões de unidades, somando desktops e notebooks.
Entre 2004 e 2006, o Brasil havia estacionado na oitava colocação do ranking de venda de computadores.
Mas apesar do crescimento verificado este ano, a IDC não aposta que o mercado brasileiro galgue novas posições diante da força dos desenvolvidos Japão, China e Estados Unidos.
Para este ano, a estimativa da companhia de pesquisa é de vendas de 9 milhões de computadores no Brasil, volume 25 por cento acima do registrado em 2006.
“Mesmo nas previsões mais otimistas, é muito difícil pensar em igualar ou até passar os outros países, pois enquanto o Brasil vende 2,1 milhões, o Japão vendeu 3,1 milhões num trimestre considerado fraco, e os resultados da China e dos Estados Unidos foram, respectivamente, de quase de 7 milhões e 16 milhões no mesmo período”, afirmou em comunicado o analista sênior da IDC, Reinaldo Sakis.
As vendas de notebooks do país no segundo trimestre superaram as expectativas da empresa de pesquisa, com 300.481 unidades comercializadas a preços que se mantiveram estáveis em relação aos primeiros três meses do ano, que registrou vendas de 227,6 mil computadores portáteis.
“O que mudou e impulsionou o consumo de notebooks no mercado brasileiro foi a redução nos juros das parcelas e o aumento nos prazos de pagamento que fortaleceram as vendas de produtos tecnicamente mais completos e consequentemente mais caros”, disse Sakis.
Já o movimento de computadores de mesa foi de 1,864 milhão de unidades, 8 por cento maior que as vendas do primeiro trimestre do ano. A maior concentração de vendas nesse segmento acontece porque os consumidores preferem ter um equipamento mais poderoso em casa pelo preço que pagariam por uma máquina portátil com configuração menor, afirmou a IDC.
Em levantamento divulgado no início de junho, o Centro de Tecnologia da Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo identificou aumento na inclusão digital e informatização no país e afirmou que o Brasil possui cerca de 40 milhões de computadores em uso, avanço sobre 36,4 milhões de máquinas de 2006.
 

Fonte: Reuters

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