Vander diz que Biasotto foi escolha errada em Dourados
Política – 07/10/2008
Dois dias após as eleições, o deputado federal Vander Loubet (PT) afirmou que a candidatura do petista Wilson Biasotto à prefeitura de Dourados foi uma escolha errada do partido. “Não tinha cabimento escolher esse candidato. O Biasotto é meu amigo, mas não se elegeu vereador em 2004”, salientou o deputado durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM 95.
Vander lembrou que durante oito anos o PT preparou o ex-deputado federal João Grandão para disputar a prefeitura do segundo maior município do Estado, tradicionalmente sob o comando do PT. “Mas ele foi baleado”, resume o deputado, em alusão ao envolvimento de João Grandão com a “Máfia das Ambulâncias”.
Quanto ao apoio à candidatura de Ari Artuzi (PDT), que venceu a eleição para prefeito em Dourados, Vander Loubet acredita que não houve traição ao PT. “Não houve traição ou desobediência partidária. Eu não fui lá, o Zeca não foi lá”. Segundo o deputado, apenas Artuzi tinha condições de enfrentar a candidatura do vice-governador Murilo Zauith (DEM). “Não podia dar Murilo. Seria a grande vitória do André”.
Contudo, a preferência pelo PDT deixa transparecer planos para as eleições de 2010. O deputado também admite que o apoio político daqui a dois anos determinou a atuação do ex-governador Zeca e do senador Delcídio Amaral nestas eleições municipais.
“O projeto coletivo é formado por vários projetos individuais”, explica Vander Loubet. De acordo com o deputado, Três Lagoas foi um exemplo: Zeca por ter boa relação com a prefeita reeleita Simone Tebet (PMDB) não foi à cidade; já Delcídio lançou a candidatura de Gilmar Tosta.
Bloco – Para o petista Vander Loubet o PT deve procurar o PDT e o PR para juntos negociarem um projeto de candidatura ao governo. “Não seria oposição ao André”, adianta, indicando que o bloco pode apoiar o atual governador se for aberta uma vaga para Zeca do PT, líder do grupo político de Vander, disputar o Senado. “O bloco precisa de um nome [para o governo]. Se surgir outra pessoa, baixa o candidato para o Senado”, afirma.
Uma eventual coligação entre PT e PMDB na disputa da presidência também aponta que os partidos, no Estado, poderão chegar unidos a 2010.
Fonte: CG News



