VALDESSI CARBONARI… CAD
Artigo – 18/07/2007
O título acima, embora seja direcionado a uma única pessoa, o legendário Valdessi Carbonari, servirá também para aqueles que vivenciaram a época de ouro do futebol douradense, na não menos legendária Leda (Lida Esportiva Douradense de Amadores).
Para fazer essa cobrança, tenho que esclarecer que há mais de dez anos tive a oportunidade de ver na casa de Valdessi Carbonari mais de uma centena de fotos da década de 60 e parte de 70, onde craques como ele, Porfírio, Branco ou Marciano, Varela, Paulo Kamimoto, Manteiga, Leba, Pitu, Sabará, Coutinho, Mauro Alonso e Eduardo Rocha – estes dois últimos disputavam quem era o melhor goleiro da cidade -e Mão de Onça, entre outros jogadores, tanto dos saudosos Ubiratan Esporte Clube e Operário Esporte Clube, sem esquecer o Dragão, do não menos saudoso Dudu da Farmácia, e outras equipes da região, como por exemplo, o 21 de Abril de Fátima do Sul.
Ao ver as fotos, naquela oportunidade, com a Leda lotada de torcedores, que hoje com certeza, muitos deles já seriam avô ou já foram ver Jesus, pedi ao Valdessi Carbonari que fizesse um livro em parceria com o grande treinador daqueles áureos tempos do futebol amador douradense, o campeonissimo Walter Brandão.
Sugestão feita ao magrão, ele prometeu que atenderia o meu pedido. Mas o tempo foi passando, alguns craques daquela época, nestes mais de dez anos, foram embora da cidade e, para nossa tristeza, craques como Careca, Varela, Pitu, Sabará, entre outros pegaram na mão de Deus e partiram para o andar de cima.
Voltando ao livro, na ocasião sugeri ao Valdessi Carbonari que fizesse um no estilo foto-legenda, claro, com um editoral de abertura elaborado pelo Alcodan (Altair da Costa Dantas) e um prefácio assinado pelo doutor Jairo de Quadros, o que poderia trazer aos saudosistas do bom futebol e, principalmente, para a nova geração rememorar os bons tempos dos disputados clássicos entre o Leão da Fronteira e o Obreiro, este último, o clube de coração dos paraguaios que aportaram em Dourados para conviver com os mato-grossenses, e todo, grudados nas ondas da Rádio Clube, participavam da eterna e sadia rivalidade entre os dois clubes da cidade.
Portanto, dada a essas poucas lembranças acima citadas, sempre que encontro com o Valdessi Carbonari, seja em velório, em bar, na rua, em qualquer lugar, inclusive na Leda, grito sem dó para ele: Valdessi, cadê o livro?, entretanto, não tem jeito dele atender ao meu pedido. Até agora está sendo egoísta e não quer colocar em prática a tão sonhada foto-legenda que, com certeza, ficará na história da cidade.
Este livro tem de sair Magrão, antes que você também decida pegar na mão de Deus como vários outros craques já o fizeram!
Valdemar Gonçalves (Russo)
Fonte: Folha de Dourados



