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Unidade do Paragem será modelo de uso racional de recursos naturais

Meio Ambiente – 08/10/2007

A Unidade de Preservação do Córrego Paragem terá instalações ambientalmente corretas e economicamente viáveis, a informação foi passada pelo secretário municipal de Planejamento e Meio Ambiente, Mário Tompes. Segundo o secretário o objetivo da iniciativa é fazer com que o Parque seja um modelo de sustentabilidade para a sociedade.
 
Para alcançar este resultado o projeto elaborado pelo município prevê alterar o mínimo possível as estruturas naturais existentes, implantar Pórtico com guarita nos acessos já existentes para que não seja preciso alterar a mata existente. Dentro do projeto de construção da edificação sede do Parque, é especificado que o prédio fique em uma clareira já existente que abrigará a administração, o auditório, o laboratório, o herbário e o insetário.
 
Nem mesmo as trilas de acesso serão modificadas, uma vez que o caminho para o parque serão as rotas tradicionais já existentes. Haverá ainda um sistema de captação e reutilização de água pluvial que será usada para limpeza geral, bacias sanitárias e manutenção de jardins. Até mesmo na obra serão usados materiais que na sua fabricação, instalação e utilização tenham um baixo impacto ambiental, como telha de concreto, tijolos de solo cimento, lajes inclinadas substituindo a utilização de madeiras, aplicando apenas madeiras certificadas onde for necessário e válvulas hidra econômicas com duplo comando.
 
Na parte econômica também há ganhos. “Vamos investir 5% a mais nas obras da adaptação ambiental, em compensação vamos ter um ganho de 30% no valor da manutenção, com menos gastos em água e energia por exemplo, ou seja, vamos estar cortando gastos para o município”, disse o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Mário Tompes.

 
A Unidade de Preservação do Córrego Paragem será o quinto parque ambiental de Dourados e será mantido pela Prefeitura Municipal e a Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD, que vai auxiliar na manutenção da Unidade. O Parque servirá de laboratório de pesquisas para seus acadêmicos e também para os alunos da Rede Municipal de Ensino – REME, que poderão ter aulas de educação ambiental no local, uma vez que será construída uma trilha ecológica.
 
A obra da unidade de preservação tem um valor estimado de R$ 600 mil, dos quais 50% já foram garantidos pela Prefeitura e outros R$ 116 mil pela UFGD. Mais R$ 20 mil vindos do Fundo de Meio Ambiente de Dourados foram pagos para o Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Imad) fazer o Plano de Manejo, que vai definir como aproveitar o parque sem agredir o meio ambiente. É para o Fundo de Meio Ambiente que são destinados os recursos das multas aplicadas por crimes ambientais no município. Haverá ainda verbas da compensação das usinas que se instalam no município.

Fonte: AgCom

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