30/11/2019 16h59 – Por: Folha de Dourados

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Por, Victor Teixeira – colaborador

Em meados deste mês o governador Reinaldo Azambuja encerrou a sexta temporada de uma iniciativa próxima a um dos mais nobres mandamentos para um administrador público; não achar suficiente a visão que seus computadores e salas de trabalho aconchegantes lhes dão de como o povo está vivendo. Inconstâncias podem, entretanto, ser vistas em prognósticos da probabilidade de se materializar o compromisso que o chefe do Executivo estadual afirmou para representantes de vários municípios sul-matogrossenses com os vigentes processos de atendimento a necessidades dos munícipes e com as reivindicações de futuras benfeitorias ao se observar sua simultaneidade com profundas máculas originadas tanto na pretérita gestão do tucano quanto no mandato pós-reeleição sobre a relação do regime com importantes ramos do funcionalismo público e de seu chefe com a justiça criminal.

No âmbito do programa Governo Presente, Azambuja deslocou-se para cinco municípios com seu secretariado e estrutura administrativa disposto a receber dos prefeitos, seus secretários e vereadores dessas cidades e das adjacentes indicações dos eixos de atenção às demandas básicas dos residentes em que não conseguem cumprir com uma extensão mais honrosa de seus deveres. Em setembro Três Lagoas, Rio Verde de Mato Grosso e Campo Grande, esta com a exclusividade das atenções. Posteriores desembarques ocorreram em Aquidauana e Naviraí em momentos opostos (começo e fim, respectivamente) de outubro. Nos dias 20 e 21 do mês atual o time de Azambuja pôde ser abordado pelas lideranças municipais que puderam ir a Dourados.

Sobre a saúde, a educação e a infraestrutura pairou o foco dos diálogos. O primeiro campo deveu sua explícita contemplação na penúltima rodada ao pedido por André Nezzi (PDT), prefeito de Caarapó, de mais repasses de recursos estaduais para o hospital São Mateus e na última, à solicitação pelo homólogo administrador de Anaurilândia, Edinho Takazono (MDB), de assistência para obter o que falta ao já adquirido edifício do hospital municipal: equipamentos.. O segundo teve espaço durante o giro pelo estado por contribuição das demandas por uma mãozinha em iniciativas visando pavimentar ruas e estradas em nome do escoamento da produção agropecuária local e do turismo, ao qual Nezzi pretende conceder benefícios pedindo também cooperação com a reforma do balneário municipal. Em Aquidauana as condições do fornecimento de ensino básico ganharam proeminência por força da cobrança por Manoel Viais (PL), o prefeito de Caracol, da fusão de uma escola municipal com um estabelecimento estadual no distrito de Alto Caracol, providência cuja possível tomada será decisiva para a preliminar qualificação do que será mão-de-obra atrativa para futuros investimentos privados em emprego adicionais a um frigorífico previsto para se instalar no vindouro maio sob expectativas de que zere o desemprego.

Nos pronunciamentos do governador em Aquidauana sobre o que tem feito e o que está por vir para que usufruamos das bonanças socioeconòmicas e, dando certa ajuda a nossas autoridades regionais e centrais, absorvamos os impactos de intempéries, a segurança pública foi o componente extra tão protegido quanto os outros de incongruências com a realidade do funcionamento dos serviços. Às forças policiais o mandatário dirigiu positivas avaliações do engajamento em desmantelar a lucratividade do fluxo de drogas e produtos lícitos contrabandeados, ambos oriundos dos países fronteiriços, em que o crime organizado aposta, numa caçada penal em que nem se deixa de depurar as próprias instituições e promessas de recorrer à troca de ideias com a União e autoridades de segurança de outros estados no intuito de buscar preparo para estabelecer núcleos de inteligência empenhados em tirar de circulação os barões da economia paralela, como é feito com suas “mulas”. Mais intensamente em um presente momento de retrocessos possibilitados ao rigor penal pelo Legislativo e a mais alta corte nacionais, a realidade, contudo, exclui Azambuja do “ninguém” que ele afirmou estar acima da lei, negando aos gigantes do crime organizado um completo paradigma de que transgressões das leis, praticadas por quem for, não devem passar despercebidas pelas rotinas da polícia e da Justiça.

Em seu mandato passado e no começo da democraticamente obtida prorrogação deste o tucano, segundo o que acredita ser suficiente sem ter por base o que a lei estipula, remunera seus servidores mais próximos ao público, lhes dá conduções para desempenhar suas tarefas e balanceia o direito do setor privado a valer-se das capacidades corpóreas e psíquicas de muitos sul-matogrissenses para conceber bens e prestar serviços comprometendo-se a pagar a mão-de-obra em virtude de ela integrar o contingente consumidor.

O abalo merecido por Azambuja e seus correligionários apósépiocaecutivos da JBS em 2017 admitirem ter feito pagamentos indecorosos a tal grupo vislumbrando o domínio alcançado sobre o mercado pecuário regional restringiu-se à operação policial que brindou até o filho desse estadista com um fugaz período atrás das grades no mês precedente às eleições do posterior ano passado. Entre o momento em que os delatores jogaram tudo no ventilador e a época de campanha houve um lapso de tempo amplo o bastante para ser consumido com procedimentos legislativos e jurídicos para fazer o chefe do Executivo prestar contas de seus indignos feitos até perdendo o cargo e não podendo pleitear esse ou quaisquer outras ocupações eletivas tão cedo, mas inéditos repasses de dinheiro público a uma ONG fornecedora de tratamentos oncológicos próxima ao presidente da comissão instituída na época pela Assembleia Legislativa a fim de lidar com o tema e o rumo que na Justiça o assunto tivera levaram à passagem dessa oportunidade em branco e sem volta. Mesmo a média do comportamento do eleitorado sul-matogrossense, que o obrigou a comparecer às urnas nos dois turnos, desenvolveu-se no sentido da manutenção desse nome na liderança de nossa unidade federativa.

Junto com a presença de Azambuja na Governadoria prorrogou-se o atrito dos profissionais da educação e da segurança pública pela indisciplina em seu assalariamento e na viabilização do exercício de seus chamados. A disposição para a entrada em greve admitida pela primeira categoria em maio em virtude da recusa pelo Executivo de reajustar os pagamentos mensais e a soma a estes de um abono não trouxe suficiente consciência ao dito poder, tanto sendo que em julho conseguiu na Assembleia um respaldo a uma redução nos salários dos docentes contratados e um adiamento na equiparação do pagamento dos concursados com o piso nacional.. Com esse segmento agentes de resguardo da ordem social se uniram em protesto em maio às portas (protegidas por grandes instaladas imediatamente antes) da Governadoria por também não contarem com abonos salariais, tal como em decorrência da escasses de recursos humanos e materiais responsável por uma sobrecarga psicológica que em alguns servidores chega a cegar a percepção de qualquer forma de superar as amarguras mantendo-se vivo.

Saltara com antecipada e espontânea prontidão aos olhos do público os contextos de cuja ultrapassagem dependem melhoras na transmissão principalmente a nossos incipientes cidadãos dos conhecimentos essenciais a um digno começo e uma política de segurança que estenda para o Rio de Janeiro os benefícios de uma cada vez menor acessibilidade aos fraficantes das drogas e armas que os mantém em guerra com as forças policiais de lá e os cidadãos honestos, muitos desde o princípio de sua existência, na rota da artilharia tanto dos vilões quanto de quem está destinado a fazer o papel de herói. Aos achados nas elencadas áreas é oportuno que se aglutine o que de incongruente vereadores, secretários municipais e prefeitos idôneos encontrarem na maneira como chegará a quem receber a missão de concretizar as clamadas obras para saúde e infraestrutura o dinheiro provindo de ajudas de ministérios, de emendas parlamentares federais, da cessão onerosa do pré-sal e do aumento tributário recém-aprovado na Assembleia (as atuais fontes imediatas previsíveis) e nos possíveis efeitos dos aportes sobre a articulação e postura em prática dos deveres. O apoio preliminar do procurador-geral da República, Augusto Aras, à Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) contra o abatimento salarial para parte dos servidores sul-matogrossenses do ramo lança sobre os já vistos e os a contragosto esperados desdobramentos impopulares desse governo uma luz estimuladora de incisivas contestações, ainda que, em caso de sanções com ameaça a sua liberdade e cargo, Azambuja possa blindar-se delas mesmo após veredicto em segunda instância e, com hoje maior propensão à vitória, cobrar punições por abuso de autoridade para os policiais e magistrados que se puserem a seu encalço.

Perante uma grande parte da ânsia dos cidadãos por mais dignidade na oferta pelo Estado de soluções que não podem sós encontrar para suas necessidades reluz um caminho para efetivas respostas em virtude da disposição mostrada pelo governo estadual para se inteirar das demandas com os representantes do povo mantidos em uma maior proximidade com sua rotina em consequência da muito menor extensào do tipo de divisões administrativas que comandam. Em contrapartida, em seu primeiro mandato e no que já transcorreu do segundo, Azambuja deixou emanar de detalhes de sua lida com o funcionalismo público e o setor privado méritos para um esperto escrutínio pelas autoridades comunitárias de sua vontade de ajudá-las a incutir progressos ao bem-estar do pagador de impostos.

Victor Teixeira

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