Um governador que tem pressa
Leio o artigo: "Um governador que tem pressa"
Artigo – 16/11/2007
Na semana passada recebi um convite, ou melhor, uma intimação do vice-governador, Murilo Zauith, para que acompanhasse o governador, André Puccinelli, numa audiência com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, coisa que fiz com muita satisfação.
Não conhecia o ritmo de trabalho do governador André Puccinelli; não sabia da alta velocidade constante (como dizemos nós pilotos) que ele consegue manter enquanto trabalha. Fica até difícil imaginar que naquela rapidez que ele imprime, até mesmo nas conversas, que obtenha sempre um bom resultado. Talvez esteja nisso o sucesso e os bons saldos que sempre obtém em suas administrações das coisas públicas.
Para a audiência no Ministério da Defesa estavam presentes também o senador Valter Pereira e os deputados, Waldemir Moka e Geraldo Resende – acredito que os demais senadores e deputados federais também tenham sido convidados, mas não puderam ir.
O ministro Nelson Jobim é um gaúcho afável e sempre bem humorado; apesar de estar num turbilhão, às voltas com o problema da BRA, nos atendeu, e ouviu o governador com toda paciência.
Depois, em questão de minutos, o governador detalhou a situação precária em que encontrou o Estado e após ter-lhe mostrado toda a engenharia feita para recolocá-lo financeiramente em ordem, abriu a pasta e apresentou-lhe o Plano Aeroviário para o estado de Mato Grosso do Sul neste governo. Começou pelo Aeroporto de Dourados (daí o porquê de minha presença naquela audiência, apesar de que o Ministro já tinha conhecimento dos problemas todos, pois os mostramos quando de sua passagem por aqui a convite da OAB).
Não foi mais que cinco minutos o tempo que o governador usou para detalhar ao Ministro item por item de cada aeródromo a ser recuperado, ampliado, ou mesmo construído no Estado. O homem faz tudo com uma rapidez incrível, mas conhece detalhe por detalhe de tudo o que tem em mãos, até parece que foi ele que elaborou todos aqueles projetos: um aeródromo novo para Navirai; ampliação e modernização do de Dourados; ampliação e modernização do de Campo Grande (Santa Maria) para que sirva de alternativa ao SBCG; aeródromo novo para Amambai; acesso ao aeródromo de Bonito e ampliação de outra meia dúzia de aeródromos em pontos estratégicos no Estado.
Ao final da audiência, aproveitei o abraço de despedida e, baixinho, relembrei ao Ministro do pedido da verba para recuperação dos aviões de instrução do Aeroclube de Dourados (fiz bem, não é, Arthur?).
Já fora do Ministério fui me despedir do governador e, outra intimação: irmos todos, acompanhando-o, para nova audiência no Ministério da Agricultura – e a “prensa” foi inclusive para os deputados e o senador. De minha parte, aceitei com todo prazer, pois seria a oportunidade de rever um bom amigo e ex-colega deputado federal, Reinhold Stephanes.
Surpresa, o Ministro me pareceu tenso e com cara meio amarrada. Depois, durante a audiência, relembrei da disputa pelo Ministério entre o Paraná e nosso Estado, onde o nosso deputado Moka era um dos pretendentes ao cargo e talvez a tensão viesse disso. Mas deixei isso pra lá.
O mais importante é que saímos dessa entrevista com o Ministro com as solicitações atendidas e acertado – pelo menos com um projeto de execução na mão – quanto à questão da vacinação contra a febre aftosa na fronteira do Estado. Já no elevador privativo o Ministro, bom pescador, aceitou um convite para uma pescaria no Pantanal – agora, sim, já era o Reinhold que eu conheço.
O elevador desce e o governador manda parar no 3° andar para mais um despacho, nem tenho tempo para me despedir, pois ele voltou ainda naquela noite para Campo Grande. Eta homem foguete!
Waldir Guerra – Cidadão douradense; foi vereador, secretario do Estado e deputado federal. ([email protected]/).
Fonte: Folha de Dourados



