‘Tudo não passa de boatos de políticos mentirosos’, diz Prefeitura
Edvaldo Moreira estaria insatisfeito com o tratamento que vem recebendo do prefeito Ari Artuzi
Crise na saúde – 27/02/2009
Tudo não passa de picuinha de desafetos e de boatos de políticos mentirosos. Assim reagiu o secretário Municipal de Comunicação, Eleandro Passaia, ao negar nova crise na administração Ari Artuzi com o suposto segundo pedido de demissão do secretário de Saúde, Edvaldo Moreira.
Na ligação à redação da Folha de Dourados, por volta do meio-dia, para fazer o desmentido, Passaia também procurou saber da fonte do jornal na Secretaria Municipal de Saúde. Os nomes do funcionário e da outra fonte foram mantidos em sigilo.
Depois de obter a informação, por volta das 8 horas, a Folha ligou para Passaia e também ao secretário de Governo, Darci Caldo, e ao prefeito Ari Artuzi. Ninguém atendeu as chamadas.
Essa é a segunda vez que Edvaldo Moreira aparece como demissionário e também a segunda vez que a Prefeitura desmente a crise
No dia 18 de fevereiro ele havia recuado da decisão tomada na manhã do dia anterior de deixar a titularidade da Secretaria Municipal de Saúde.
No dia 17 ele havia dito a um repórter que a saída dele era irrevogável, tendo inclusive entregue o pedido de exoneração ao prefeito Ari Artuzi (PDT).
Mas, o secretário Municipal de Governo, Darci Caldo, teria convencido Edvaldo a permanecer. Na tarde do dia 17, logo após a divulgação da notícia no douradosinforma confirmando a saída dele antes disso o douradosnews havia divulgado que o secretário estava há iminência de se afastar do cargo a prefeitura emitiu uma nota, assinada pelo secretário de Governo, Darci Caldo, dizendo que tudo não passava de boataria.
No dia 17 Edvaldo argumentava que estava difícil administrar uma pasta complicada como a saúde. Mas a crise pode ter origem em um atrito que o prefeito teria tido com servidores do PAM no início daquela semana. A diretora do PAM é uma indicação do Edvaldo esse assunto motivou inclusive uma nota de repúdio do Sindicato dos Servidores Municipais de Dourados (Sinsemd).
No dia 18 Edvaldo teria argumentando que não poderia abandonar o barco e que existe a parceria com o Estado que pode melhorar o atendimento, tentando reforçar a idéia de que tudo não teria passado de boataria.
Desta vez a crise estaria ou na mudança do quadro da Samu e em divergências na transição que prevê o Hospital Evangélico administrando a Maternidade e o Hospital de Urgência e Trauma.
Fonte: Folha de Dourados/Dourados Informa



