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Trinta casais se unem em casamento comunitário

Capital – 03/10/2008

Hoje, pela manhã, a 8ª Vara do Juizado Especial (Justiça Itinerante e Comunitária) realizou, gratuitamente, mutirão para o reconhecimento da união estável e a conversão em casamento de 30 casais na Paróquia São Judas Tadeu, em Campo Grande.
Este é o quarto ano consecutivo que a Instituição promove a ação. Os casais passaram um curso com catequese, batismo, eucaristia e crisma durante um ano (com duas horas de aulas, aos finais de semana) na Paróquia. Três igrejas estavam presentes: São Judas Tadeu; Santa Rita de Cássia; e Divino Espírito Santo.
A Justiça não costuma atender a solicitações de pedidos, mas, segundo a assessora jurídica, Carine Scholant, “sempre que o pedido é feito pela Paróquia e se verifica que um trabalho de um ano foi feito, a Justiça Itinerante, que trabalha de segunda a quinta, atende, mesmo em outro horário”.
Casais – Claudinei Ferreira, 34 anos, trabalhador de serviços gerais, e Leila Alves, 38 anos, professora formam um dos casais que foram beneficiados pela Justiça com o casamento gratuito. Eles se conheceram em uma campanha política em Bonito, onde trabalharam juntos. “Eu dei aula para a irmã dele. Acabei conhecendo ele, viramos amigos e, na campanha, começamos a namorar”, conta Leila. Hoje, eles têm um filho de dois anos de idade. Leila é divorciada há dez anos e possui dois filhos do primeiro casamento, que moram em frente à sua residência, com a avó.
O motorista Fernando de Netermo, 28 anos, e a dona-de-casa Rosalina Vieira, 26 anos, vivem juntos há dois anos. “Só aproveitamos para casar no civil porque é gratuito e por ter contato com a igreja. Agora, estamos cumprindo a justiça dos homens e a justiça de Deus”, disse Fernando. Eles moram no Jardim Bota Fogo, mas não possuem casa própria. “Agora, vamos tentar ter nossa casa e ter pretendemos ter dois filhos”, completa.
Joemerson Santa Cruz, administrador de empresas de 32 anos, e Maria Lúcia Costa, técnica de enfermagem, com 34 anos, afirmam que “casaram-se por seus filhos” Mateus, 7 anos, e Lucas, 3 anos. “Nós estamos juntos há oito anos. Nos casamos por livre e espontânea vontade, não foi por pressão familiar e nem por gravidez. Casamos para dar um bom exemplo para nossos filhos. Para dar uma boa educação para eles”, diz Joemerson. Ele completa afirmando que Maria é “a pessoa certa” para se casar: “É com ela que tenho que me casar. É a pessoa certa. É a mãe dos meus frutos”.
Para o casamento religioso, também será feito um mutirão gratuito, dia 1º de novembro, na mesma Paróquia.

Fonte: Midiamax

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