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Três países prometem transferir tecnologia de caças para o Brasil

Força Aérea – 17/10/2009

Em audiência pública ocorrida ontem na Comissão de Ciência e Tecnologia, os representantes das três empresas finalistas na licitação para a compra de 36 caças para reaparelhar a Força Aérea Brasileira (FAB) se comprometeram a transferir ao Brasil toda a tecnologia dos aviões comprados. 

As empresas são a norte-americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab.
A decisão norte-americana de transferir tecnologia é inédita. Desde o fim da 2ª Guerra Mundial, os EUA não transferiam tecnologia de nenhum equipamento militar em operação para outro país; no máximo, ofereciam parceria para manutenção e uso. 

O Congresso americano já aprovou a transferência de tecnologia do caça F-18 Super Hornet para o Brasil. 

A Boeing ofereceu o conteúdo do F-18, tecnologia de manutenção, laboratórios de túneis de vento supersônicos e materiais compostos, como cerâmicas e fibra de carbono.
A empresa prometeu montar os aviões no Brasil.

 A Boeing também se comprometeu a construir um laboratório no Brasil para desenvolver tecnologia de construção de aviões invisíveis a radares.

Dassault – O diretor da Dassault International do Brasil Ltda, Jean-Marc Merialdo, informou que a França não necessitará de autorização de nenhum outro país para vender os caças Rafale ao Brasil, pois domina toda a tecnologia para criação e evolução desses aviões. Merialdo disse ainda que o governo francês já autorizou a Dassault a vender o Rafale e os sistemas de manutenção do avião com transferência de 100% da tecnologia.

Segundo o diretor da Saab no Brasil, Bengt Janér, todas as aeronaves Gripen que forem compradas pelo governo brasileiro serão produzidas inteiramente no País. O Gripen é a mais nova das três aeronaves. 

A Saab oferece também parceria com empresas brasileiras para o desenvolvimento das aeronovaes suecas. Pela proposta de Janér, 80% da estrutura física de cada aeronave serão construídos no Brasil, inclusive das que serão vendidas na Suécia. Além disso, toda a parte eletrônica dessas aeronaves será produzida no Brasil. 

 

Fonte: Jorna da Câmara

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