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Três homens são executados e incendiados em Ponta Porã

Os veículos foram incendiados, mas apenas um queimou completamente. Dentro dele, dois corpos estavam carbonizados. O terceiro estava

Fronteira – 14/01/2009

Três cadáveres foram encontrados na noite de ontem, por volta das 21h15min, dentro de dois veículos, na saída da cidade, próximo ao km 3 da MS-164, que liga Ponta Porã a Antônio João. Os veículos foram incendiados, mas apenas um queimou completamente. Dentro dele, dois corpos estavam carbonizados. O terceiro estava em outro automóvel estava começando a pegar fogo, mas o incêndio foi debelado pelo Corpo de Bombeiros.Por volta das 21h os bombeiros receberam um chamado, porque dois veículos estariam pegando fogo na rodovia. Ao chegar ao local um dos carros estava destruído, mas o segundo tinha chamas apenas na parte dianteira. Controlado o incêndio, constatou-se que haviam cadáveres dentro dos automóveis. Todos amarrados com fitas adesivas e apresentando perfurações de balas. O automóvel destruído pelo fogo era um Ford/Fox, cor prata, que utilizava placas NGJ-6519, de Goiânia (GO). Uma consulta ao Centro Operações confirmou se tratar de um automóvel ano 2007, com alienação. No banco traseiro havia os restos carbonizados de um homem e a única coisa que sobrou foi um maço de dinheiro (guarani) que estava em um dos bolsos. O segundo corpo, também carbonizado e irreconhecível, estava no porta-malas do Fox, com as mãos amarradas para trás com fitas adesivas e perfurações de balas no pescoço e na cabeça. As duas vítimas estavam com fitas enroladas no pescoço, com indícios de que também foram enforcadas durante a execução. Dentro e ao redor do carro foram encontradas cápsulas deflagradas e intactas de munições calibres 9mm e 45 mm. O outro veículo, que não chegou a ser destruído pelo incêndio era um VW/Gol, cor vermelha (bordô), placas AVJ-486, do Paraguai. No porta-malas deste estava o corpo do paraguaio Augusto Caballero Alarcon, 35 anos, natural de Pedro Juan Caballero, que segundo a polícia paraguaia, atuava na compra e venda de veículos roubados e também no narcotráfico. No bolso dele os peritos da Polícia Civil encontraram uma carteira contendo extratos bancários, um recibo de 7.200 dólares, um cheque do Banco Regional no valor de 5 milhões de guaranis, emitido por Roberto Daniel Abate Cortazar, pré-datado para 13 de fevereiro de 2009 e também 3,172 milhões de guaranis (cerca de R$ 1,5 mil) em espécie. Tudo foi catalogado e recolhido pelos peritos. A exemplo dos outros dois, a vítima tinha as mãos, os pés e o pescoço envoltos por fitas adesivas e apresentava perfurações de bala na cabeça e no peito. Augusto Alarcon estava bem trajado, usava cavanhaque e pela rigidez cadavérica suspeita-se que tenha sido morto no início da noite. Na grama, ao lado de seu carro, a polícia encontrou um fuzil com luneta telescópica, possivelmente calibre 3030, municiado e um pente de pistola calibre 45 milímetros. A polícia suspeita que estas armas tenham caído na hora da fuga dos autores do crime, que aparentemente deixaram o local às pressas por algum motivo. As vítimas podem ter sido mortas em outro lugar e depois ‘desovadas’ na rodovia. As armas utilizadas nas execuções foram de calibres 9 mm e 45 mm. ‘CABRITEIRO’ Policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Nacional do Paraguai estiveram no local e conversaram com policiais militares, rodoviários e civis. Eles informaram que Augusto Caballero Alarcon seria um conhecido comerciante de carros roubados e que também atuava no tráfico de drogas. Seu pai, supostamente conhecido por ‘Calonga-í’, teria sido morto em Capitan Bado. Há cerca de dois anos também teria tido um de seus irmãos assassinados por dois pistoleiros de motocicleta em frente da própria casa. Sobre o nome Roberto Daniel Abate Cortazar, os policiais paraguaios afirmaram que se trataria de um advogado que prestaria serviços na área governamental. Dos dois lados, as autoridades suspeitam de guerra entre quadrilhas, podendo ser por disputa de território ou ‘queima-de-arquivo’. Só ontem foram 4 assassinatos na fronteira.

Fonte: Folha de Dourados

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