Redação –
A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) se prepara para escolher sua nova administração superior. A eleição para o cargo de reitor (a) e vice-reitor (a) está marcada para o dia 26 de março e contará com três chapas na disputa, em um pleito que deve mobilizar professores, técnicos administrativos e estudantes.
Criada em 29 de julho de 2005, a UFGD consolidou-se como uma das principais instituições públicas de ensino superior do interior do Estado. Hoje, reúne mais de 7 mil alunos, 44 cursos de graduação — sendo 38 presenciais e 6 na modalidade de educação a distância — distribuídos entre as áreas de Exatas, Engenharias, Humanas, Biológicas, Agrárias, Saúde, Comunicação e Artes, Educação, Intercultural Indígena e EAD. A universidade também mantém 25 cursos de mestrado, 16 de doutorado, 12 faculdades e 9 pró-reitorias.
Além da relevância acadêmica, a disputa envolve a gestão de um orçamento anual estimado em cerca de R$ 450 milhões — montante superior ao orçamento de grande parte dos municípios brasileiros. Quem vencer a eleição será responsável por administrar esse volume de recursos, que financia ensino, pesquisa, extensão, assistência estudantil e a manutenção da estrutura universitária.
As chapas
Três candidaturas concorrem à Reitoria.
Marisa de Fátima Lomba de Farias, tendo como vice Sidnei Azevedo, é socióloga, com mestrado e doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, campus de Araraquara, e pós-doutorado interdisciplinar pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atua nas áreas de Sociologia, relações de gênero, epistemologia feminista e educação. Desenvolve pesquisas em assentamentos de reforma agrária, com ênfase em mulheres, trabalho, economia solidária e movimentos sociais. É docente do curso de Ciências Sociais, já foi diretora da Faculdade de Ciências Humanas e atualmente coordena o Programa de Pós-Graduação em Sociologia. A candidatura é apoiada por grupos ligados às pautas de gênero e movimentos de mulheres na universidade.
Gicelma da Fonseca Torchi, com Arquimedes Gasparotto como vice, é graduada em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com mestrado em Estudos Literários pela mesma instituição, doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pós-doutorado pela Universidade Federal de Mato Grosso. Professora adjunta da UFGD desde 2009, pesquisa linguagens, literatura, culturas tradicionais, semiótica, arte e fronteira. Já ocupou cargo de pró-reitora durante o período de intervenção administrativa na universidade.
Já Etienne Biasotto, que tem como vice Danielle Marques, é engenheiro eletricista, graduado pela Universidade de Araraquara, com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo, além de especialização em Gestão de Hospitais Públicos Federais pelo Hospital Sírio-Libanês. Professor adjunto da UFGD, atua nas áreas de sistemas de distribuição de energia, modelagem computacional, eficiência energética e qualidade de energia. Foi diretor da Faculdade de Engenharia e atualmente integra a gestão superior como pró-reitor.
Rumos administrativos e acadêmicos em debate
Mais do que a escolha de nomes, a eleição definirá os rumos acadêmicos, administrativos e financeiros da universidade para os próximos anos. Com orçamento robusto, estrutura multicampi e crescente demanda por vagas e investimentos, a próxima gestão terá o desafio de equilibrar expansão, qualidade de ensino e sustentabilidade financeira.
A votação do dia 26 deve envolver toda a comunidade universitária, em um processo que tradicionalmente reflete o debate sobre o futuro da educação pública federal na região sul de Mato Grosso do Sul.


