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Tráfico e contrabando são desafios da PF no Estado

Policial – 17/09/2008

 
Combater o tráfico de drogas e o contrabando nas fronteiras continuam os dois principais desafios da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Foi o que disse o novo superintendente da PF no Estado, José Rica Martins Lara, que foi empossado na tarde de hoje. “Nós temos mais de 700 quilômetros de fronteira com dois países, patrulhar tudo isso é um tanto difícil”, disse.
Na ocasião, Lara disse que foi elaborado um planejamento estratégico para Mato Grosso do Sul, onde são apontados pontos fortes e fracos da instituição no combate ao crime. Dentro deste planejamento estão previstas algumas reformas de prédios e ainda a aquisição de equipamentos. Para execução do que foi planejado, a Polícia Federal contará com o auxilio de uma empresa de gestão pública.
Em seu discurso o novo presidente disse que é hora de parar de improvisar. Uma referência a carência de pessoal na instituição. “Nós não temos falta de nenhum equipamento, mas necessitamos de mais homens”, frisou.
Questionado sobre a demora no cumprimento do mandato de reintegração de posse da fazenda Petrópolis, no início do mês, ele respondeu que a Polícia Federal não está apta a responder de imediato uma operação de grande porte.
“Em operações como aquela, nós precisamos contar com a participação de outros órgãos para nos auxiliar. Mas esperamos que medidas como aquela não sejam mais necessárias”.
PF investigada – O ex-superintendente da PF, Luiz Adalberto Felippsen, que transmitiu o cargo a Lara, lembrou que atualmente no Brasil se “discute não sobre os investigados, mas sim sobre os investigadores e os métodos de investigação. Uma luta do bem contra o próprio bem”, diz. Uma crítica às reações do Congresso Nacional à operação Satiagraha.
Perguntado sobre sua opinião a respeito das investigações pela qual a Polícia Federal está sofrendo, ele respondeu que isso é comum quando as instituições se fortalecem. “Toda essa investigação e desconfiança não abalam a instituição. Isso é uma fase, e no fim vão achar uma solução”, ponderou.

Fonte: Folha de Dourados

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