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Tráfico de pessoas segue vivo na Tríplice Fronteira

Polícia – 02/04/2009

Paraguai, Brasil e Argentina. Três países que, além de formarem a Tríplice Fronteira mais famosa do continente, estão no topo da lista de “mercados” para o tráfico de pessoas na América Latina, ao lado da República Dominicana, conforme dados revelados pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
De acordo com o Diário Última Hora, a capital argentina, Buenos Aires, foi sede na semana passada da “2ª Reunião de Altas Autoridades Nacionais em Matéria de Tráfico de Pessoas”, que pelo lado paraguaio, contou com a participação do ministro do Interior, Rafael Filizzola, e representantes setoriais.
Um dos casos que chama a atenção é o da Argentina, que além de “exportar” mulheres e crianças para países de outros continentes, surge como um dos principais “mercados” para seres humanos traficados do Paraguai, da Bolívia e, até mesmo, do Brasil.
Eugenio Ambrosi, representante para o Cone Sul da Organização Internacional para as Migrações (OIM), foi um dos principais expositores do evento, destacando os esforços de países como o Brasil, porém, alertando para a carência de leis específicas para penalizar o tráfico de pessoas em algumas nações da região.
“República Dominicana, Paraguai, Bolívia, Brasil e Argentina são os países com maiores problemas quanto ao tráfico de pessoas, mas também há outros que se pensavam imunes, como Chile e Uruguai, que começam a afrontar graves inconvenientes neste tema”, apontou.
Crise Internacional
Segundo Ambrosi, a crise econômica mundial pode intensificar o tráfico de pessoas para atividades como exploração sexual e trabalhista, em razão do aumento da pobreza e do número de vítimas potenciais, seduzidas com propostas enganosas de emprego.
“Não há razão lógica para pensar que este fenômeno está diminuindo. Pelo contrário. Com certeza, está crescendo porque há ambiente internacional e condições para que estes delitos aumentem”, afirmou o representante regional da OIM.
Apenas em 2008, estima-se que cerca de 800 mulheres possam ter sido vítimas de tráfico de pessoas na Argentina, país que conta com pelo menos 421 “negociantes” em operação. Em todo o mundo, o número de novas vítimas, a cada ano, pode chegar a dois milhões, com predomínio de crianças e jovens mulheres.

Fonte: Sopa Brasiguaia

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