Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Dourados 25 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

Traficantes de SP lavam dinheiro em MS, afirma promotor

Geral – 23/10/2008

Em Campo Grande para proferir palestra sobre lavagem de dinheiro, Arthur Lemos Júnior, promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de São Paulo, afirmou que traficantes daquele Estado lavam dinheiro em Mato Grosso do Sul.Segundo o promotor, que há quatro anos atua no combate ao crime organizado, traficantes de São Paulo possuem estabelecimentos comerciais no Estado. “Pessoas ligadas ao tráfico de entorpecentes têm estabelecimentos aqui. Exploram o dinheiro ilícito deles, lavam aqui, reciclando o dinheiro.”O promotor explica que a situação não é exclusiva de Mato Grosso do Sul. “Isso existe aqui, mas existe em todo lugar”. E não é só o dinheiro do tráfico que é levado. Arthur diz que “há empresários daqui, de Campo Grande, que tem vínculos com empresas fantasmas em São Paulo”.Arthur, que irá falar a promotores de Justiça e delegados do Estado, sobre aspectos jurídicos da lavagem de dinheiro e estudos de caso, explica que as organizações criminosas utilizam-se de comércios com circulação de dinheiro em espécie para a lavagem.
 
“Qualquer atividade comercial que trabalhe com dinheiro em espécie é escolhido. Porque fica muito mais difícil uma fiscalização. Fica muito mais fácil de justificar a origem do dinheiro. Restaurantes, hotéis, casas de show, postos de combustíveis. Todos esses tipos de atividade utilizam-se de dinheiro em espécie”.PCC- O promotor revela ainda que nas investigações que faz sobre o PCC, já descobriu que há transferências de dinheiro de contas correntes de pessoas de São Paulo para Mato Grosso do Sul.   “Nós temos informações de contas correntes que foram utilizadas aqui no Estado. São contas de pessoas jurídicas. Contas correntes de pessoas que integram o PCC. Elas transferiram dinheiro para pessoas situadas aqui no Mato Grosso do Sul; pessoas que não estão presas”.Enfraquecido – Para o promotor,  o PCC está mais enfraquecido. De acordo com ele, este enfraquecimento é resultado do desgaste por conta dos ataques ocorridos em 2006, que resultaram em vários integrantes isolados, em presídios de segurança máxima. Arthur credita a situação também aos trabalhos de inteligência e a desburocratização de alguns procedimentos.Ele explica que a organização passou a arrecadar dinheiro fazendo chantagens em familiares de presos e obrigando a compra de rifas. Depois, começou a utilizar diversos de diversos crimes para conseguir dinheiro.“Setores diferenciados da criminalidade acabam contribuindo com o partido. Então, quando se tem um grande traficante aqui no Mato Grosso do Sul, por exemplo, e ele quer ter a proteção, ou quer se valer da força do PCC ele contribui”.O promotor participa em Campo Grande do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento “Combate à corrupção e à lavagem do dinheiro”, que acontece até esta sexta-feira na Fundação Escola do Ministério Público Estadual.“O objetivo é propiciar maior debate sobre o tema. A investigação é o meio mais eficaz de combater a atuação da organização criminosa. É através do combate a estrutura financeira dessas organizações que se consegue efetivamente desmantela-la”, diz Arthur.

Fonte: CG News

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial