Trabalhadores da construção civil de Dourados e Três Lagoas paralisaram as atividades nesta quinta-feira, 04/08, em protesto ao não pagamento do vale-alimentação.

Em Dourados, a paralisação foi no canteiro de obras da empresa Engepar na Vila Roma, onde cerca de 50 pessoas estão envolvidas na construção de um loteamento.

“Na Convenção Coletiva assinada em Campo Grande a empresa Engepar se compromete a pagar o vale-alimentação. Já em Dourados, ela quer agir diferente. Isso não é correto já que outras empresas na cidade pagam o benefício”, explica Aline Chaves Ferle, presidente do Sintracom de Dourados (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e no Mobiliário). Segundo Aline, nesta sexta-feira uma nova paralisação está prevista.

Já em Três Lagoas, a paralisação foi com os trabalhadores da empresa Comprex que presta serviço para indústrias de celulose. Cerca de 120 trabalhadores cruzaram os braços das 7h às 9h em protesto ao não pagamento do vale-alimentação.

“O pagamento do vale-alimentação consta na última Convenção Coletiva, mas o Sinduscon (Sindicato Patronal) afirmou que vai retirar esta cláusula da Convenção deste ano. Claro que não concordamos já que se trata de um benefício garantido”, explica Victor Almeida, diretor do Sintricom (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Mobiliário de Três Lagoas). Segundo Victor, nesta sexta-feira, a paralisação será feita em outras empresas.

Para José Abelha, presidente licenciado da Fetricom-MS (Federação dos Trabalhadores na Construção Civil de Mato Grosso do Sul) esta atitude do Sinduscon vai na contramão do que acontece todo ano. “A Convenção Coletiva assinada em Campo Grande serve para balizar as Convenções Coletivas do interior do estado. Não conseguimos entender porque dessa vez os patrões estão relutantes em relação ao pagamento do vale-alimentação no interior já que o benefício consta na Convenção Coletiva da capital”, afirma Abelha.