José Tibiriçá Martins Ferreira (*) –
Era chamado popularmente de orelhão.
Trabalhei por 23 anos na Telemat/Telems quando o sistema Telebrás foi privatizada em 29 de julho de 1998, adquirido em leilão pela Telecom Itália e passou a ser chamada posteriormente pelo nome de fantasia Oi.
O terminal telefônico foi muito utilizado na zona urbana, na zona rural e com a chegada do telefone móvel foi aos poucos sendo eliminado, fonte de renda para muitos com a comercialização na venda de ficha e cartão nos pequenos comércios. Havia uma procura muito grande e a chegada dele era comemorado até com festa como aconteceu com o de Santa Terezinha, Distrito de Itaporã em que o prefeito Rivalmir da Fonseca da época, providenciou até uma banda por ocasião da sua inauguração.
Na Picadinha depois da desativação do PS – posto telefônico do pátio da escola, instalado com sistema rádio numa parceria entre a Prefeitura Municipal e a Telems. Este depois de desativado sendo instalado um orelhão em frente da escola e por estar tendo problema com vândalos foi transferido para entrada do Distrito no Bar São Jorge com número 4226088 onde está lá até hoje, pintado com cor nova. Outro foi instalado no Bar duas irmãs, saida para Itahum sendo utilizado ali o sistema de energia solar com o número 4230065 e encontra-se com as cores originaisainda. Quando havia algum problema com eles os moradores entravam em contato comigo que dentro da empresa solicitava urgência no atendimento pois era prioridade.
A instalação do Posto Telefônico foi um pedido meu ao Engenheiro Wilmar Lewandowiski (in emorian) nosso gerente que encaminhou a solicitação ao Presidente da Empresa Eduardo Henrique França que foi também nosso gerente em Dourados, afinal era o unico distrito que não tinha Posto Telefonico. Em contrapartida o prefeito municipal Luiz Antônio Álvares Gonçalves (in memorian) providenciou a construção do predinho, cujo posto foi inaugurado no ano de 1986, onde hoje está instalada a biblioteca municipal. Dias atrás foi divulgado pela TV Morena que no Distrito de Lajeadinho, Município de Campo Grande ainda funciona um orelhão e a população vem utilizando-o para marcar consulta, a comerciante recebe recados, faz a entrega e assim pode se comunicar com o remetente.
Um fator deplorável na época era o vandalismo que acontecia principalmente nos finais de semana, muitos orelhôes eram danificados e tinham que ser reparados e dificilmente os causadores não eram identificados.
Hoje apenas vão ficar na lembrança dos usuários, pois hoje a maioria tem telefone móvel e até os fixos estão diminuindo.
O meu está instalado em minha residência e escritório há 48 anos, sendo ainda muito útil para eu me comunicar com a clientesntela e demais pessoas e receber ligações.
Hoje o valor pago para uso dessa tecnologia é muito barato, útil para tudo e sem ela o mundo pararia.


(*) Advogado e produtor rural na Picadinha.

