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TJMS nega pedido de soltura a investigado por esquema do jogo do bicho em MS

Redação –

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido de habeas corpus que solicitava a soltura de Jonathan Gimenez Grance, preso durante a mais recente ofensiva contra o jogo do bicho no Estado, deflagrada em novembro de 2025. Jonathan é primo do traficante Jarvis Pavão, atualmente custodiado na Penitenciária Federal de Brasília (DF).

Apontado pelo Ministério Público Estadual como uma das lideranças da organização criminosa ligada a Pavão, Jonathan também é investigado por envolvimento na exploração ilegal do jogo do bicho em Campo Grande.

O pedido de liberdade foi negado liminarmente pelo desembargador Jonas Hass Silva Júnior, da 1ª Câmara Criminal do TJMS. A decisão ainda será analisada pelo colegiado, que poderá manter ou revogar a liminar.

Papel no esquema criminoso

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Jonathan Gimenez Grance exercia papel central na estrutura da organização criminosa. Ele seria o responsável pelo imóvel utilizado como sede do grupo e atuava como liderança, distribuindo tarefas aos demais integrantes investigados.

As apurações apontam ainda que Jonathan mantinha contato direto com o deputado estadual Neno Razuk. Segundo o MPMS, o parlamentar frequentava a sede da organização e chegou a receber Jonathan em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão.

Durante a investigação, chamou a atenção dos promotores o fato de Jonathan ter apagado mensagens enviadas ao deputado, com o objetivo de dificultar a identificação do conteúdo das conversas. Ainda assim, os investigadores conseguiram comprovar a participação dele no esquema criminoso.

Operação Successione

Em 25 de novembro de 2025, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS, deflagrou a quarta fase da Operação Successione, voltada ao combate a uma organização criminosa especializada na exploração de jogos ilegais.

Na ocasião, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã. A investigação também identificou alvos nos estados do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Segundo o MPMS, o grupo passou a tentar assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande após a desarticulação da família Name, alvo da Operação Omertà, em dezembro de 2019.

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