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TJ/MS expulsa major que chefiava esquema das caça-níqueis

Geral – 01/07/2009

O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) excluiu hoje o major da reserva Sérgio Roberto de Carvalho da corporação da Polícia Militar. Isto quer dizer que o oficial não vai mais receber o salário mensal de pelo menos R$ 5 mil mesmo condenado há pelo menos uma década por tráfico de drogas. E passa a ser tratado como civil noutros processos que responde, por chefiar a máfia das máquinas caça-níqueis um deles. Ele perdeu o posto por força de ação judicial movida pelo MPE (Ministério Público Estadual), segundo o promotor de Justiça Hudson Shiguer Kinashi. Segundo o promotor, não cabe mais recurso. O julgamento ocorreu nesta manhã e o militar, que está detido no presídio federal da Capital não compareceu à audiência. O procurador de Justiça convocado do MPE Gerardo Eriberto, esgotaram-se todos os recursos na Justiça pelo crime [tráfico de drogas]. Foram quase vinte anos de tramitação no Judiciário. Houve tempo suficiente para ele apresentar todas as provas e defender-se. Neste caso, a exclusão de Carvalho ocorrera por conta do envolvido dele no tráfico de cocaína. Ele foi preso este ano por participação numa quadrilha ligada a exploração das máquinas caça-níqueis e cassinos. “Depois dessas últimas prisões e de mais envolvimentos com o crime organizado, pedimos a exclusão do major Carvalho”, disse Eriberto Na história de julgamentos de policiais militares, que têm direito ao foro privilegiado, somente dois foram excluídos pelo TJ, disse Gerardo Eriberto, procurador convocado pelo MPE. 230 quilos de cocaína Na segunda metade da década de 90, o major foi preso por tráfico de droga internacional. Policiais federais apreenderam um avião com cerca de 230 quilos de cocaína que seria negociada por Carvalho. Ele foi condenado a 15,3 anos de prisão, mas em 2005 já havia posto em liberdade condicional. Dois anos depois, em 2007, o major era destaque de novo nas páginas policiais dos jornais por ter sido preso como o chefe de uma máfia ligada a exploração de máquinas caça-níqueis. Regalias Major Carvalho foi transferido da cela da superintendência da PF (Polícia Federal) para o presídio federal, em Campo Grande. A ida dele para uma das mais rigorosas penitenciárias do país pode ter um motivo conhecido: ele era tido como detento preferencial no presídio militar com direito a regalias como guardar R$ 300 mil em sua cela e acesso a aparelhos de telefones celulares. Os juizes Alexandre Antunes da Silva e Francisco Gerardo, da Auditoria Militar e Execução Penal da Capital, contudo, solicitaram a transferência dele, pois alegaram que a permanência do prisioneiro aqui na Capital exigia severa segurança. Carvalho foi preso há um mês durante a operação Las Vegas com outras 15 pessoas envolvidas em esquemas de jogos e exploração de cassinos, tidas como crime no Brasil. O major seria o chefe da organização criminoso. Ele, uma cunhada, um sobrinho, um capitão e um cabo da PM integravam o bando. O oficial é tido como o número 1 de um grupo que tocava cassinos em Campo Grande e na Bolívia, e ainda gerenciava a exploração das máquinas de jogos. Carvalho está na prisão que abriga famosos detentos como o traficante condenado Fernandinho Beira Mar e o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, preso por chefiar o crime organizado em Mato Grosso.

Fonte: Midiamax

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