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Tio pagava vizinhos para ‘espionarem’ vítima de feminicídio, diz pai

A rotina de Weisla Castro Israel, de 27 anos, morta a tiros, era monitorada por vizinhos “espiões”, segundo afirmou em depoimento à Polícia Civil o pai da vítima, Roberto Israel.

O depoimento de Israel, ao qual o Metrópoles teve acesso, diz que o principal suspeito do crime, Jose Bruni, de 51 anos, tio da vítima, pagava uma quantia em dinheiro — ainda apurada pela polícia — a determinadas pessoas para ficarem observando os passos de Weisla.

Carro utilizado pelo suspeito de feminicídio foi abandonado próximo ao local do crime.

Weisla foi morta a tiros em Cajati, no Vale do Ribeira.
Weisla foi morta a tiros em Cajati, no Vale do Ribeira.

Cada saída ou chegada de pessoas desconhecidas era reportada diretamente ao suspeito, assim como com quem ela conversava e se aparecia na janela para ver o movimento na rua.

A vigilância constante ocorria, principalmente, quando Bruni saía para trabalhar, em uma lanchonete nas redondezas do crime.

O depoimento do pai da vítima também revela que a cada “nova informação” obtida pelo suspeito um novo episódio de briga do casal eclodia, sendo possível ser ouvido por moradores na região.

Além disso, Israel classificou o principal suspeito como “extremamente ciumento e possessivo”, conforme ele teria ouvido de vizinhos da vítima.

Conforme publicado pelo Metrópoles, a tia materna de Weisla prestou depoimento nesta terça-feira (7/4) à Polícia Civil. Ela é ex-mulher do homem – o tio que tinha um relacionamento com Weisla – suspeito de ter cometido o crime. O depoimento é considerado peça-chave para esclarecer dúvidas sobre a relação amorosa entre tio e sobrinha a possível motivação para o feminicídio.

(Informações Metrópoles)

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