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Tim Maia cover garante:

Música – 15/12/2007

Ele tem 1,68 de altura, 115 quilos e um vozeirão grave e imponente. As semelhanças do ex-chef de cozinha Carlos José da Silva com Tim Maia no final dos anos 70 não param por aí. Charles Maia, que interpreta o “síndico” no especial “Por toda minha vida”, exibido pela Globo ontem depois do “Globo Repórter”, diz ficar assustado com tantas características em comum. “Me vejo na tela e penso: meu deus, será que esse aí sou eu?” Conhecido como Tim Maia cover, Charles tinha um bar em São Paulo que estava praticamente falido quando participou de um programa de calouros dublando “Gostava tanto de você”. Ganhou R$ 500 e decidiu aprender a cantar. As semelhanças físicas e o talento para soltar a voz o levaram para a televisão. Na dramatização baseada em fatos reais – que inclui depoimentos de familiares e amigos do músico, além de trechos de shows e reportagens – Charles interpreta Tim nos anos 80 até um pouco antes de sua morte, em março de 1998. “Temos até as mesmas doenças: diabetes e hipertensão. Tinha que ser cover, mas nem tanto”, brinca Charles.
Mas, segundo ele, com uma diferença: “dependendo do lugar do show, eu chego até um dia antes”, diz. “Nunca dei bolo.” Em suas apresentações, Charles canta 25 sucessos de Tim Maia durante duas horas, com pausas para trocar de roupa três vezes. Ele conta que nunca teve aulas, mas ganhou conselhos valiosos ao longo da jornada. “Quem me orientou foram os cantores da noite. Diziam que dublando eu não chegaria a lugar algum.”
Aos 50 anos, o pernambucano de Caruaru diz que não enfrentou dificuldade com as câmeras, mas teve de se esforçar para aprender a falar “carioquês”. “Atuar foi uma maravilha. Me emocionei ao refazer a trajetória do camarim ao palco. Essa parte do teatro [Municipal de Niterói] mexeu muito comigo. Quando acabou tudo, cheguei em casa e chorei muito.” “Nunca fui tímido, até porque sou ariano”, diz. “Ariano é expansivo, às vezes até demais, se sente à vontade em todo lugar que chega e logo vira o centro das atenções.” Alguma semelhança com o eterno “síndico”?
 

Fonte: G1

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