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Tiago: ‘Nossa pré-candidatura é a única que pode apresentar um projeto diferente para Dourados’

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Redação Folha de Dourados –

O professor e advogado Tiago Botelho foi candidato a senador nas eleições de 2022, obteve 178.004 votos, ficando em terceiro lugar. Agora como pré-candidato a prefeito de Dourados pelo PT, está entusiasmado com a missão que recebeu, após vencer as prévias de seu partido, no último dia 7 de abril.

Tiago Botelho tem 41 anos e é desde 14 de julho do ano passado chefe da Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS), de onde se afastará para disputar a Prefeitura de Dourados.

Nesta entrevista exclusiva à Folha de Dourados, ele fala dos desafios e propostas que, sendo confirmada a candidatura, vai apresentar à população douradense.

Leia a seguir, os principais trechos da entrevista.

Folha de Dourados – Fale um pouco de sua trajetória de vida e política.

Tiago Botelho – Eu nasci em Ivinhema em 1983.  Sou filho de um pai agrônomo e uma mãe professora, ambos servidores públicos, e com um ano eu me mudei para Naviraí. Fiquei lá um bom tempo e vim estudar em Dourados. Cheguei em Dourados na gestão Tetila, e vi tudo o que aconteceu: uma cidade humanizada, florida, uma cidade que cuidava e gostava das pessoas. Me formei em Direito na UEMS e em História na UFGD. Depois fui fazer mestrado, doutorado, retornando em 2015. Depois do doutorado, fui aprovado na Universidade Federal da Grande Dourados, e me tornei professor do curso de Direito, coordenei o curso e na última eleição fui candidato ao Senado. As pessoas sempre me pediam para entrar na política, e eu dizia que eu só iria fazê-lo depois que eu tivesse doutorado. E assim fiz. E aí fui candidato ao Senado, em 2022 e obtive 178 mil votos, sendo 21 mil votos somente em Dourados. E é desse local que a gente se coloca. O mesmo grupo que construiu o Tetila como candidato e depois prefeito, é o mesmo grupo que hoje apresenta o nosso nome para a sociedade de Dourados.

O senhor venceu as prévias do PT recentemente, com uma vantagem folgada em cima do seu concorrente. A que se deve essa aceitação?

O Elias Ishiy é o melhor vereador que Dourados tem, eu não tenho dúvida disso. Mas há um desejo, tanto da militância quanto da sociedade de Dourados, para que os partidos de direita e de esquerda apresentem novos quadros. Eu nasci em 1983 e sempre falo que a minha geração entregou a política para os pais majoritariamente, um pouco para as mães, e ficou assistindo Chaves. Então, se você pegar Lula e Bolsonaro, André Puccinelli e Zeca do PT, verá que são homens de uma mesma geração e são homens importantes, mas nós precisamos apresentar outros quadros para a sociedade. Então, eu entendo que a vitória nas prévias se dá pelo nosso desempenho na eleição ao Senado, mas também por um desejo de mudança e de renovação do próprio Partido dos Trabalhadores.

Qual o perfil de sua pré-candidatura?

Eu acho que a nossa pré-candidatura tem um grande desafio.  Dourados não tem segundo turno, nós vamos estar enfrentando os donos do poder, nós vamos estar enfrentando um radialista que é o “Silvio Santos de Dourados”, além do atual prefeito com uma estrutura muito forte. Mas nós temos plena convicção de que em outros momentos também, o PT apresentou um professor como o Tetila e ele conseguiu, com o desempenho da oratória e olhando no olho do eleitor, apresentar um projeto que mais representasse o município. Então, nós não temos medo de pesquisa. Nossa pré-candidatura não tem volta. Na verdade, acho que só tem duas pré-candidaturas definidas: a do prefeito Alan e a nossa. O [radialista] Marçal [Filho] é uma incognita ainda: se ele chega até o final e não retira a sua candidatura. E estou muito animado, porque por onde eu passo as pessoas entendem que a nossa pré-candidatura é a única que pode trazer um projeto diferente para Dourados. Alan Guedes e Marçal Filho são farinha do mesmo saco e projetos que se alternam no poder, de tempo em tempo.

“Nossa pré-candidatura não tem volta. Na verdade, acho que só tem duas pré-candidaturas definidas: a do prefeito Alan e a nossa”

Pesquisa divulgada pela imprensa e que foi registrada no TRE para as eleições de prefeito, traz seu nome em oitavo lugar, com 1%. Dá tempo ainda de reverter isso?

A pesquisa nunca joga favorável a nós, do Partido dos Trabalhadores. A última pesquisa de Senado apontava que nós teríamos 6%; nós tivemos mais de 13%. Então, a pesquisa, muitas vezes, por quem a contrata, pelo grupo político que paga a pesquisa, ela define também a porcentagem. Nós não podemos esquecer que o próprio [atual governador] Eduardo Riedel iniciou uma campanha com 1%. Então, eu não tenho medo de pesquisa, porque se eu tivesse, não teria sido candidato ao Senado tendo, de outro lado, dois ministros [o candidato à presidência da República] Bolsonaro, os candidatos ao Senado Henrique Mandetta e Tereza Cristina, e um juiz, o Odilon.


O senhor disse, logo depois das prévias que gostaria de ter o professor e ex-prefeito Laerte Tetila como seu vice. Mas, na semana seguinte, Tetila disse à Folha de Dourados, que considera já ter contribuído bastante na vida pública e que vai ajudar, mas não quer participar de eleição. Teria outro nome que gostaria que assumisse essa vaga?

Eu ainda acho que o Tetila é o nosso vice-prefeito. Nós estamos construindo isso ainda. Hoje o Tetila é o ex-prefeito mais bem avaliado na pesquisa da extrema-direita e da direita. Nós estamos conversando bastante porque eu entendo que a junção do Tetila com o nosso nome significa a renovação com a experiência. Temos conversado muito com a família dele, e nós estamos construindo. Mas paralelo a isso, também, a política é muito dinâmica, estamos construindo diálogo com outros partidos que estão descontentes com esses dois nomes que estão postos, Alan Guedes e Marçal Filho. Então, há outras conversações também. Mas hoje, se você me perguntasse qual seria o meu desejo, eu diria que é o dele, desde que Tetila e a família dele aceitem, para que a gente possa construir esse projeto juntos.

Então você não desistiu…

Tem seis meses, né? Tem gente que, por exemplo, o Marçal, é um nome que ninguém nem sabe se é candidato, porque toda em eleição ele desiste. Então, a política é dinâmica, e eu acho que o Tetila é o melhor vice-prefeito que alguém pode ter.

Em relação às coligações, o PT está liberado para se coligar com outros partidos que apoiam o governo Lula, como o PSDB, PP e outros?

Exato, nós estamos nesse momento, porque fomos o único partido que passou por uma prévia. De forma democrática, os filiados escolheram. Por exemplo, não igual o ex-governador Reinaldo Azambuja, que define quem vai ser o candidato a prefeito de Dourados, porque o Geraldo Resende, ele foi uma aposta do [Reinaldo] Azambuja, assim como o [Reinaldo] Azambuja já apostou no Barbosinha e ambos perderam. Agora a aposta da vez é o Marçal Filho. Aqui em Dourados, nós, o Partido dos Trabalhadores, escolhemos de forma democrática, não tem uma liderança que define. E aí, estamos conversando. Então, nós queremos e devemos montar uma grande frente ampla de esquerda.

Quais seriam os partidos dessa frente?

Hoje, nós já temos conversações com a Federação que engloba o PT, PCdoB e PV. Já dialoguei também com a Rede Sustentabilidade e o PSOL.  Estamos alinhando isso para construir esse projeto. Também quero sentar com o MDB, que me parece que está descontente, e também com o PDT. Onde tiver possibilidade de diálogo para construir um projeto pragmático, nós estaremos conversando. O Lula escolheu o [ex-governador Geraldo]  Alckmin como seu vice, então ele dá um bom sinal de que é possível ter uma aliança pragmática, mas, óbvio, respeitando a democracia, respeitando o pluralismo político, não negando a ciência, não negando as instituições. Não tem como fazer aliança com quem quer o fechamento do Congresso Nacional, com quem acha que o Supremo Tribunal Federal não é importante… não tem condição.

“Não tem como fazer aliança com quem quer o fechamento do Congresso Nacional e acha que o Supremo Tribunal Federal não é importante”

Vai se posicionar como “o candidato do Lula”?

Eu sou o único pré-candidato do Lula em Dourados.

E isso vai ajudar na eleição?

Eu entendo que o Lula é o melhor projeto político que o Brasil tem. E Dourados tem uma boa memória do melhor prefeito. Por que o Tetila foi o melhor prefeito? Tetila era do PT, o Zeca era o governador do PT e o Lula era o presidente. Então, eu não tenho nenhum problema, eu no momento em que o Lula estava em sua situação mais dificultosa, eu fazia a defesa dele em Dourados. Hoje não tem problema nenhum de dizer que nós somos a única pré-candidatura a prefeito de Dourados com o apoio do Lula. Agora, com o apoio do Bolsonaro, eles vão brigar. Alan vai brigar para ser o bolsonarista maior, o Marçal vai querer ser bolsonarista, e aí, nessa disputa, eles que briguem.

Como vai ser a formatação do seu plano de governo, caso seja realmente candidato?

Para mim, é impossível que a gente não venha a ser candidato. Esse programa de governo é um programa que já vem sendo elaborado. Nós já fizemos três reuniões sobre a estruturação dele e agora a gente vai chamar e vai dialogar com a sociedade, porque a gente entende que precisamos de um programa de governo que reflita a realidade das dores, anseios e vontades da sociedade douradense. Então, nós vamos começar a fazer reuniões nos bairros, para que esse plano de governo não seja um plano de governo só do PT. Ele será um plano de governo que pretende resolver os problemas de Dourados. Então, ele parte de um partido, porque é assim que se exige, da Federação PT, PCdoB e PV, mas ele será um programa amplo para tentar solucionar rapidamente vários problemas que vêm se arrastando durante o tempo.

Qual seria o primeiro e principal problema da cidade que deveria ser atacado logo de imediato na próxima gestão?

São dois: a saúde e a educação. Quanto à saúde, nós precisamos fazer uma auditoria. Estamos falando de um município que precisa entender por que nenhum prefeito consegue melhorar. E eu não estou falando que é fácil. Mas hoje nós temos um investimento alto em saúde, e o retorno é muito ruim. Em qualquer pesquisa qualitativa que você faça, o maior problema dos Dourados hoje é a saúde. Então, nós vamos enfrentar esse problema. Dourados é, como o seu nome diz, Grande Dourados, porque recebe vários municípios desse polo. Nós precisamos, então, discutir o problema da saúde de Dourados e encontrar uma solução urgente. A população sente dor, ela está na fila. Hoje, para marcar um exame, vai de seis meses a um ano. Quando você conversa com os profissionais da odontologia, hoje você tem falta de luva, falta de material, de insumos básicos…

“Quanto à saúde, nós precisamos fazer uma auditoria… hoje nós temos um investimento alto em saúde, e o retorno é muito ruim”

E qual o segundo ponto mais importante?

O outro ponto é a educação, onde nós temos uma falta de investimentos em estrutura. Qual foi a última creche construída nesse município? Para resolver de forma simples, o prefeito atual, ao invés de construir creches, ele contrata vagas de creches na iniciativa privada. Então, nós precisamos construir novos centros de educação infantil. Nós precisamos valorizar os profissionais da educação. Hoje, a educação não é discutida democraticamente com os profissionais da área. Por exemplo, no caso [da] robótica. Se você perguntar para qualquer profissional de educação se ele prefere robótica ou investimento na escola, ele vai escolher a segunda opção. Porque hoje as escolas municipais estão defasadas, nem licenças elas possuem, de tão incompetente que é a gestão educacional. Então, nós precisamos melhorar e discutir o plano de cargos e carreiras, nós temos que pagar o piso dos professores. Hoje o [prefeito] Alan Guedes não dá conta de pisar no Sindicato dos Professores. Ele virou as costas para uma categoria que, inclusive, votou nele contra o [então candidato a prefeito] Barbozinha. Então, para mim, os dois pontos que vamos enfrentar nos primeiros seis meses é a educação e a saúde. A partir daí, nós precisamos ampliar.

Quais seriam os outros segmentos?

Nós temos um problema enorme de infraestrutura no município. O atual prefeito queria transformar Dourados na lua, de tanta cratera. E agora, só não está pior porque o governo do Estado ajudou, porque ele não conseguia andar na cidade de tão mal que ele estava, com a cidade esburacada, os parques abandonados… Você vai no Parque do Lago, você vai no Antenor Martins, onde você vai, os parques estão abandonados. Fora isso, nós precisamos voltar a ter conjuntos habitacionais populares.

Por quê?

Os últimos grandes conjuntos habitacionais que nós tivemos aqui foram implantados na gestão Tetila. E para isso, nós vamos correr em Brasília, vamos buscar junto ao governo federal mais projetos do Minha Casa Minha Vida. Diferente do prefeito atual, que tem medo de falar quem trouxe, agora nós tivemos mais de 200 casas populares para Dourados, do governo do presidente Lula. Eu desafio o Alan Guedes a falar quantas casas populares o governo Bolsonaro trouxe para Dourados. Não tem.

“desafio o Alan Guedes a falar quantas casas populares o governo Bolsonaro trouxe para Dourados. Não tem”

Vocês já têm um diagnóstico em relação aos servidores municipais? Porque há quem afirme que somente a folha salarial consome cerca de 60% da receita do município. Vocês têm algum diagnóstico sobre isso?

Vamos lá. Primeiro a gente entende que servidor público não é gasto, servidor público é investimento. Para você ter uma política pública, para o cidadão ser bem atendido no posto de saúde, para ser bem atendido nos CEIM’s, para ser bem atendido nas escolas, a gente precisa ter servidor público. Então, hoje nós precisamos sentar com todas as categorias, precisamos sentar com os enfermeiros, com técnicos de enfermagem em função do seu piso, com professores e profissionais de educação, e todas as categorias de servidores públicos; chamar os sindicatos, fazer um mapeamento de quais são as demandas e aí, a partir do nosso orçamento, fazer o que é possível, e o que não for, definir como, a médio e longo prazos. Porque hoje a percepção que eu tenho da atual gestão municipal é de que nós não temos um direcionamento.

Como assim?

Por exemplo: os técnicos de enfermagem, os enfermeiros e outros profissionais de saúde, não têm uma clareza sobre o piso salarial. Pode pagar, não pode pagar, como é que vai ser feito? Não tem recurso… Então, o problema, para além de não pagar, e aí eu falo da educação, é não ter clareza como pode ser feito isso. Por isso, o que eu entendo é que servidor público não é gasto, é investimento. Se o nosso orçamento está baixo, nós precisamos aumentar a receita do município. Porque quando as pessoas falam: “a folha está inchada”, nós precisamos melhorar a receita do município. Hoje Três Lagoas passou Dourados. O que que aconteceu? São consecutivos erros de gestões que não conseguem aumentar a receita sem aumentar imposto. Porque quando eu falo em aumentar receita, não é para aumentar imposto para o cidadão. Dourados, agora, com algumas empresas se instalando aqui, melhorou um pouco, mas há quanto tempo nós não tínhamos isso? Você vai em Ribas do Rio Pardo, você vê um mundo se abrindo. Você vai em Três Lagoas… o que aconteceu com o prefeito Dourados? Quem quer ser prefeito de Dourados, primeiro: precisa gostar de gente; segundo: precisa ter uma missão, tem que acordar cedo, tem que ser proativo, precisa governar para além dos seus amigos. Hoje a gente vê uma gestão municipal na qual quem governa aqui é basicamente quem mora no [Condomínio] Hectares, um grupo muito reduzido.

“Hoje a gente vê uma gestão municipal na qual quem governa aqui é basicamente quem mora no Hectares, um grupo muito reduzido”

Está dizendo que o atual prefeito está isolado politicamente?

O [prefeito] Alan Guedes construiu o seu isolamento. Qual deputado o Alan Guedes tem ao lado dele? Só gente sem especialidade nenhuma. Ele não tem uma liderança de Dourados, expressiva politicamente, que o apoia. Geraldo Resende não o apoia. Renato Câmara não o apoia. O vice-governador Barbosinha não o apoia; a deputada Gleice Jane não o apoia. [Deputada] Lia Nogueira? [Deputado] Zé Teixeira? Ele tem só uma pessoa que é tão inexpressiva, que se chama “Gordinho do Bolsonaro”. O cara não tem nem nome…

Em sendo eleito, qual seria então a sua relação institucional com a bancada estadual, com o governo do Estado e com a bancada federal?

A gestão pública, ela já vinha me ensinando na Universidade e na Superintendência do Patrimônio da União, ela só reforçou. Após a eleição, nós precisamos governar e administrar para o povo e para a bancada que foi eleita. Não tem como ser diferente. Na minha posse como superintendente, eu mandei convite para os três senadores. Mandei convite para a Tereza Cristina, para o Nelsinho [Trad] e para a Soraya Thronicke. Ninguém me apoiou, não é do meu partido, não concordo com eles, mas a eleição já tinha acabado. Se a Tereza Cristina me chamar para resolver um problema que atenda os anseios do povo, lá estarei. Eu tenho uma relação, por exemplo, com o Governo do Estado. Hoje, com mais de sete, oito secretarias do Governo do Estado, eu desenvolvo um trabalho para ajudar o povo na área habitacional, na área de saúde, educacional. Diferente do Alan Guedes e do Marçal Filho, que jogam só com os amigos deles. A política na qual eu acredito é uma política que, sim, eu tenho um lado, meu partido é o Partido dos Trabalhadores, eu defendo o projeto do presidente Lula, mas não só isso. Para além de ser do PT, eu sou da Igreja Presbiteriana, eu sou da OAB, eu sou da UFGD, eu sou da Superintendência do Patrimônio da União. E aí eu entendo que nós temos que romper a polarização. E o que eu vejo em Dourados hoje com o atual prefeito é uma polarização estabelecida. O prefeito é incapaz de se relacionar com pessoas para além do partido dele. E quem perde é a população de Dourados. Quem é prefeito tem que ter relação com o presidente da República, tem que ter relação com o governador, tem que ter relação com a bancada estadual e federal.

“Se a Tereza Cristina me chamar para resolver um problema que atenda os anseios do povo, lá estarei. Eu tenho uma relação, por exemplo, com o Governo do Estado”

Considera importante ouvir os ex-prefeitos, também?

E é isso que nós vamos fazer. Ter boa relação a partir do momento em que você é eleito, isso não quer dizer que você concorde com tudo. Mas você precisa ter uma relação democrática, respeitosa, e tem muita gente que pode ajudar. E aí, um dos projetos que eu quero fazer logo após a eleição, sendo vencedor, é chamar todos os ex-prefeitos que queiram contribuir com o Município e formar um fórum de ex-prefeitos de Dourados. De direita, de esquerda, quem quiser contribuir. Porque eu acho assim: o cara ganha a eleição e afasta todo mundo…Não pode. Se você quer resolver o problema de uma cidade como a de Dourados, você precisa trazer o Braz Melo, o Murilo Zauith, você precisa trazer o Tetila, precisa trazer a Délia Razuk e o próprio Alan pra conversar numa mesa. Qual que é o problema? Na política a gente tem que conversar. Porque o resultado final é melhorar a vida dos mais pobres. E é isso que a gente quer fazer.

“Se você quer resolver o problema de Dourados, você precisa trazer o Braz, o Murilo, o Tetila, precisa trazer a Délia e o próprio Alan pra conversar numa mesa”

Como está a construção da chapa de candidatos a vereadores?


Paralelamente às prévias, eu trabalhei muito para construir a chapa de vereadores. Nós viemos desde 2023 convidando lideranças do partido e de fora do partido. Então hoje, quando eu olho a chapa de vereadores do PT, nós já temos os 22 nomes. Ela é uma chapa plural e diversa, assim como o Partido dos Trabalhadores é. A gente tem servidor público, temos médicos, temos LGBTQIA+, temos indígenas, temos professores, temos negros, quilombolas, mulheres, idosos, migrantes, a população de Dourados. Não é uma chapa só de fazendeiro, não é uma chapa só de gente rica, é uma chapa do povo. E eu estou muito feliz porque eu tenho plena convicção que vamos sair de um vereador pra dois, três. Isso é uma coisa sobre a qual eu estou muito convencido. Por quê? Porque hoje conseguimos trazer lideranças que estavam fora, para dentro; e lideranças de dentro que se colocaram à disposição. também. Então, a disputa de vereador vai ser uma disputa muito boa e o meu compromisso, para além da eleição de prefeito, é ajudar cada vereador e cada vereadora do PT, porque eu entendo que o Legislativo é muito importante e a gente não pode pensar em eleger o prefeito e esquecer a Câmara de Vereadores.

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