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‘Temos um governo conectado com o mundo e vamos resistir ao tarifaço’, diz Vander

O jogo bruto de arrocho tarifário praticado pelos Estados Unidos da América (EUA) não causará contra o Brasil, e tampouco contra Mato Grosso do Sul, danos graves, capazes de baquear a economia. Esta é a afirmação do deputado federal e pré-candidato a senador Vander Loubet (PT), analisando os dados de indicadores internacionais sobre o tarifaço global que vem sendo imposto pelo governo de Donald Trump.

“A rede de entendimentos construída pelo presidente Lula abrange todos os continentes. São laços criados com respeito a cada país e dentro de contextos políticos, institucionais, sociais e econômicos transparentes, de modo que o Brasil abriu possibilidades em todas as frentes de diálogo e ampliou o arco de relações comerciais”, assegura Vander. “Estamos muito bem posicionados, basta conferir todos os indicadores”, recomenda.

Segundo o parlamentar, no caso regional, as exportações de Mato Grosso do Sul saíram praticamente ilesas, se for considerado que a carne bovina, o ferro gusa e a celulose, os principais produtos da pauta de venda para os EUA, não foram incluídos na sobretaxa de 25%. “Isto significa que mais de 90% das mercadorias que MS vende para os compradores norte-americanos seguem isentos do tarifaço”, enfatiza.

A carne bovina, grande commodity nesta balança, representa mais de 50% de tudo o que é comercializado com os EUA, acrescenta Vander, ao destacar o peso dos setores produtivos sul-mato-grossenses na mesa de negócios externos. Além disso – continua o parlamentar – é preciso ver os cenários da política externa que são construídos pelo governo brasileiro e estão dando frutos reconhecidos em todas as estatísticas.

Olhar global

“Saímos da dependência, temos parcerias diversificadas num planeta com cinco continentes, graças ao crédito e ao olhar global do presidente Lula, que entende os sentimentos coletivos da humanidade”, ressalta Vander. A declaração leva em conta alguns dados recentes, mencionados pelo parlamentar. Ele salienta, por exemplo, que de janeiro a junho deste ano, o saldo da balança comercial com a China registrou um superávit recorde de US$ 19,78 bilhões.

Esta cifra cravou a liderança chinesa na pauta externa brasileira, com as exportações alcançando a marca histórica de US$ 58,32 bilhões em seis meses, graças às expressivas demandas por commodities, como a soja, o minério de ferro e o petróleo. Vander destaca também o horizonte novo que se abriu a partir do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Um dos levantamentos citados por Vander Loubet informa que, no primeiro semestre deste ano, o saldo da balança comercial com a União Europeia fechou com um superávit de US$ 2,64 bilhões. Foi o resultado de exportações que somaram US$ 26,91 bilhões. “Isso porque ainda estamos iniciando um período provisório de vigência do acordo. Iniciado em maio, o tratado já gerou um crescimento de cerca de R$ 10 bilhões na balança exportadora em relação ao ano passado”, exultou.

Soberania

Para Vander, o governo do presidente Lula não saiu um milímetro sequer das linhas diplomáticas e republicanas no trato político, econômico e institucional com os EUA. “Independentemente de quem seja o governante estrangeiro, o governante brasileiro dedica respeito, atenção e ouvidos. Mas não abre mão da soberania e nem da defesa dos legítimos interesses nacionais. Somos um país democrático, de um povo que não abre mão da democracia e que democraticamente respeita e quer que a recíproca seja verdadeira”, conclui.

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