Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, suspeito de matar o próprio filho de 2 anos, Davi Lucca da Silva Lemos, por asfixia para se vingar da ex na última sexta- feira (2), não tinha histórico de violência doméstica, mas já havia sido denunciado por agressão em Sorriso.
Rairo confessou à polícia no último sábado (3) que cometeu o crime porque estava “movido por ódio ao ver a foto da ex com um amigo” . Ele ainda escreveu uma carta de despedida em que afirmou que mataria a criança por não aceitar o fim do relacionamento com a ex-mulher, mãe do menino.
O g1 tenta localizar a defesa do investigado.
Segundo a Polícia Civil, a denúncia teria acontecido há menos de um ano, em fevereiro de 2025, quando Rairo trabalhava como segurança em uma casa de show localizada no Jardim Europa. Por volta de 1h50, um cliente teria tentado usar o banheiro do local e foi informado pelo suspeito de que o espaço era exclusivo para funcionários.
A vítima questionou a orientação, alegando não haver aviso no local e dizendo ter direito de usar o banheiro. Conforme a polícia, Rairo teria atacado o cliente com uma arma de choque. Outros dois seguranças também teriam participado das agressões, com chutes e socos.
Ainda de acordo com o relato, a vítima foi expulsa do estabelecimento após levar uma pancada na cabeça com um cassetete.
Entenda o caso
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Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos, foi morto dentro de casa; pai, de 21, é o principal suspeito e teria cometido o crime após não aceitar o fim do relacionamento com a mãe — Foto: Reprodução
Os moradores relataram que o suspeito estava com o som alto e que ouviram um barulho vindo do imóvel. Como ninguém atendia à porta, a residência precisou ser arrombada. Dentro do quarto, os vizinhos encontraram o homem e a criança desacordados. Também foi localizada uma carta de despedida escrita a mão.
De acordo com a equipe médica, o menino foi levado ao hospital em estado grave e passou por cerca de 30 minutos de tentativas de reanimação, mas não resistiu. A morte foi confirmada no hospital.
A mãe da criança informou à polícia que estava separada do suspeito havia cerca de duas semanas e que ele havia demonstrado irritação após saber do início de um novo relacionamento dela. Ela relatou ainda que, pouco antes do ocorrido, recebeu mensagens do homem e tentou contato telefônico, mas não teve sucesso. Pouco tempo depois ela foi avisada por terceiros de que o filho havia sido levado ao hospital.
Segundo a Polícia Militar, tanto na carta quanto nas mensagens enviadas à mãe da criança, o suspeito afirmou que levaria o filho consigo. Após ser atendido no hospital, ele recebeu voz de prisão e apresentava falas desconexas e lesão no pescoço. Pouco depois, o suspeito foi localizado e preso, sendo colocado à disposição da Justiça.
Ao g1, a delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, contou que Rairo deve responder por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, por ser uma criança menor de 14 anos e pelo agravante dele ser o pai da vítima. (Informações g1)

