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Suposta fraude em arrendamento de hospital gera novas notificações

Cidade – 22/01/2010

Waldemar Gonçalves – Russo
No dia 15 de janeiro deste ano o juiz Jonas Hass Silva Júnior, da 5ª Vara Cível, notificou oito pessoas, incluindo o prefeito Ari Artuzi (PDT), envolvidas na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) que investiga o arrendamento do Hospital Santa Rita de Dourados – onde atualmente funciona o Hospital da Mulher.
As outras sete são: Sizuo Uemura, Helena M. T. Uemura, Dorval L. M Pagnoncelli, Ana C. Barzotto, João P. B. Esteves, André L. F. Tetila e Wilson Cezar M. Alves.
No dia 20, foram notificados o ex-prefeito Laerte Tetila e Evandro Silva Rosa sendo que esse não foi encontrado conforme certidão do Oficial de Justiça.
Esses dados estão no site do Tribunal de Justiça.
De acordo com os Autos nº 002.09.015792-5, o Ministério Público Estadual propôs Ação Civil Pública e a perda dos direitos políticos do ex-prefeito e ainda a cassação do mandato e perda dos direitos políticos, por até oito anos, do atual prefeito Ari Artuzi.
O MPE considera fraudulenta a transação que resultou no arrendamento, por parte do Município, das instalações e equipamentos do hospital.
Além disso, pede também a indisponibilidade dos bens dos dois políticos e dos demais envolvidos no processo (os empresários Sizuo Uemura, Helena Uemura, Sizuo Uemura Junior, Eduardo Uermura e Anary Eiko Uemura); a funcionária do grupo Ana Claudia Barzotto; o ex-secretário municipal de Saúde na Administração Tetila, João Paulo Barcellos Esteves e o ex-auxiliar dele Evandro Silva Rosa; o filho do ex-prefeito André Luis Freitas Tetila; o ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde Wilson Cezar Medeiros Alves; o corretor de imóveis Rodrigo Boschetti Medeiros; e ainda os avaliadores Dorval Luiz Martins Pagnongelli, Rossewelt Granja e Aylton Romero de Castro, além das instituições Hospital e Maternidade Santa Rosa Ltda e Direcional Consultoria em Projetos e Pesquisa Ltda.
Artuzi é alvo de processo criminal no Tribunal de Justiça e de uma ação civil pública que tramita na 5ª Vara Cível de Dourados. As duas ações foram instauradas após as operações Owari e Brothers, desencadeadas em julho de 2009 para investigar a ligação de integrantes da prefeitura e da Câmara com duas organizações – uma liderada pela família Uemura e outra comandada pelos irmãos Eduarte e Everaldo Dias Leite.
Na ação civil pública, o MPE pede a cassação de Artuzi por manter o contrato de locação do Hospital Santa Rosa, firmado pelo ex-prefeito Laerte Tetila (PT). A prefeitura paga R$ 100 mil por mês à família Uemura, dona do hospital.

Fonte: Folha de Dourados

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