A população carcerária do Rio Grande do Sul cresceu 14% no ano passado. Com a superlotação nas penitenciárias, muitos presos são obrigados a aguardar transferência dentro de viaturas. Pelo menos cinco penitenciárias da Serra Gaúcha abrigam mais que o dobro da capacidade de lotação e foram interditadas para novos detentos.
Com isso, pelo menos 12 presos aguardavam vagas somente nesta terça-feira (31) nas cidades de Caxias do Sul e Flores da Cunha. O sistema prisional do Rio Grande do Sul tem quase 55 mil detentos para 35.317 mil vagas. Segundo a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, o crescimento da população carcerária era de 2 a 4% ao ano, mas em 2025 saltou para 14%, agravando a superlotação.
O problema impacta também nas forças de segurança. Policiais civis e militares precisam se dividir entre as ocorrências e a custódia de presos, o que pode comprometer a agilidade no atendimento. O cenário lembra a crise enfrentada entre 2016 e 2019, quando os detidos eram mantidos em viaturas. O sistema é crítico, não temos assistência, não temos alimentação, não temos delegacia, o espaço é mínimo e temporário. Isso tem que ser, os presos têm que ficar o tempo mínimo e ser encaminhados ao presidio.
A Secretaria da Segurança Pública informou que os atendimentos seguem normalmente e que há diálogo com o sistema penitenciário para normalizar o fluxo dos detentos. O governo do estado diz que mais de 5,4 mil novas vagas devem ser entregues até o final do ano.
(Informações R7)

