Redação –
Heduarda Sofia Silva dos Santos Sousa, de 15 anos, convive com autismo, paralisia cerebral, hidrocefalia congênita, epilepsia de difícil controle e a síndrome de Williams-Beuren. Sem conseguir acesso regular aos medicamentos necessários para o tratamento da filha, Elaine Santos passou a vender itens dentro de casa para tentar custear despesas médicas em Campo Grande.
Segundo a mãe, parte dos medicamentos é judicializada, mas ainda assim não estaria sendo entregue. Outros remédios, conforme relata, não são fornecidos pelo SUS ou tiveram pedidos negados. “Não sai nem pela Justiça e nem pelo SUS. E ela não pode ficar sem”, desabafou Elaine.
Entre os medicamentos citados pela família estão anticonvulsivantes e remédios para controle do sono e da tireoide. Elaine afirma que o custo mensal ultrapassa R$ 1 mil, podendo chegar a valores ainda maiores dependendo da reposição.
Além das dificuldades com a medicação, Heduarda também precisa realizar exames de raio-X panorâmico para avaliação de dores intensas nos joelhos e nos pés. Segundo a família, uma cirurgia chegou a ser cogitada anteriormente, mas acabou cancelada por representar risco à vida da adolescente. De acordo com o portal Top Mídia News.
Para arrecadar dinheiro, Elaine diz que começou a vender objetos pessoais. “Tenho cafeteira, secador, sandálias, air fryer e o que eu tiver dentro de casa eu vendo para comprar os remédios”, contou.
Mãe solo, ela afirma que não consegue trabalhar porque a filha necessita de cuidados integrais. “Sou só eu e ela. Ela depende de mim 24 horas”, relatou.
Diante da situação, Elaine também mantém uma vaquinha solidária para garantir a continuidade do tratamento de Heduarda.



