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Sinjorgran divulga nota de repúdio contra decisão do STF

Jornalismo – 18/06/2009

Nota de RepúdioO Sindicato dos Jornalistas Profissionais na Região da Grande Dourados – Sinjorgran vem a público lamentar e repudiar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu pela não obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão e conseqüentemente do registro junto ao Ministério do Trabalho. Entendemos que tal decisão precariza a profissão, deixa o mercado aberto para oportunistas e pessoas de má índole com interesses escusos poderem desconstruir as relações trabalhistas que atualmente são praticadas no país. Enquanto sindicato nos sentimos no dever de informar à população que os senhores ministros acabaram por prejudicar 80 mil jornalistas brasileiros graduados, as 400 faculdades de comunicação social existentes em nossas universidades e 2.500 professores de jornalismo e, porque não dizer, a sociedade brasileira… Em contrapartida os ministros acabaram por acatar a vontade do Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo) e do Ministério Público Federal. Notemos que é uma luta de classes onde a classe patronal conseguiu impor sua vontade, frente às entidades representativas dos jornalistas que são a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj – e a Associação Brasileira de Imprensa – ABI. A sociedade perde, pois, ao invés de receber informações técnicas de pessoal qualificado, ficarão a mercê de aproveitadores e oportunistas. Justiça seja feita, que há profissionais sem diploma que são nacionalmente citados como exemplos de jornalismo, mas são exceções. Se pegarmos 100 desses nomes, teremos um bom leque de profissionais, mas eles não corresponderiam à 1% do número de jornalistas formados no país. São minorias frente ao número de profissionais, assim como são minorias os profissionais que saem da faculdade sem a capacidade de atuar na área de jornalismo. Em um país que diz primar pela educação, educação foi o que faltou, junto com o bom senso para os ministros que dizem ser os representantes da população. O Sinjorgran se põe solidário aos jornalistas de sua jurisdição que tiveram seus direitos feridos por tal decisão arbitrária. Entendemos que neste momento, em que há uma “liberação” da profissão com sua precarização, o sindicato será o único abrigo para os jornalistas contra eventuais abusos por parte dos empregadores. Será no sindicato que os jornalistas através de acordos coletivos de trabalho poderão se resguardar e garantirem legalmente não serem substituídos pelos “novos jornalistas” que virão por aí, muitas vezes indo contra o Código de Ética da profissão que não aconselha aceitar salário em desacordo com os pisos salariais já estabelecidos. Entendemos ainda que empresas sérias e comprometidas com o bem-estar social devem primar pela contratação de profissionais formados ou com registros válidos junto ao Ministério do Trabalho e não se deixarem contaminar por pessoas que delas se aproximarem somente para proveito próprio, pois, acreditem, elas aparecerão. Reiteramos que estamos e estaremos sempre dispostos a lutar por nossos filiados e atentos à abusos por parte de empregadores ou de pessoas mal intencionadas que atentem contra o Código de Ética da profissão.  Diretoria do Sinjorgran, Dourados, 17 de junho de 2009  Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados

Fonte: Folha de Dourados

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